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EUA dificultam exportação de chips da Intel, Samsung e SK hybix para a China

Empresas terão 120 dias para pedir licenças para operar fábricas já instaladas na China.

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou nesta sexta, 29/8, a revogação de uma brecha regulatória que permitia a fabricantes estrangeiras de semicondutores exportar equipamentos de origem norte-americana para a China sem necessidade de licença. A medida afeta diretamente gigantes como Samsung Electronics, SK hynix e Intel, que perdem o status de “Validated End-User” (VEU) — programa que autorizava o envio de tecnologia a plantas chinesas sem aprovação individual.

Com a decisão, publicada no Federal Register, essas companhias terão 120 dias para solicitar licenças caso queiram continuar operando suas fábricas já instaladas em território chinês. O governo dos EUA sinalizou que deverá conceder autorizações apenas para manutenção das operações existentes, sem permitir expansão de capacidade ou atualização tecnológica.

O programa VEU havia sido ampliado em 2023 pela administração Biden, garantindo a um grupo seleto de fabricantes estrangeiros privilégios que não se estendiam sequer a empresas norte-americanas. Agora, com a mudança, nenhuma companhia — local ou estrangeira — poderá exportar equipamentos de semicondutores para a China sem licença específica.

A medida integra a política de endurecimento no controle de exportações de tecnologias avançadas para a China, que começou em 2022, quando Washington proibiu empresas chinesas de acessar equipamentos de ponta para fabricação de chips. A disputa pela liderança tecnológica e questões de segurança nacional têm guiado esse movimento, que agora pressiona multinacionais com forte presença no mercado chinês.

Em resposta, o governo da Coreia do Sul declarou que foi informado previamente da decisão e que buscará minimizar os impactos sobre Samsung e SK hynix, responsáveis por parcela significativa da produção global de semicondutores. O Ministério de Comércio, Indústria e Energia sul-coreano afirmou que continuará dialogando com Washington para garantir a estabilidade da cadeia global de suprimentos de chips.


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