Justiça teria aprovado nome de Rodrigo Abreu para a presidência da Oi
Os boatos voltaram a circular sobre Rodrigo Abreu, ex-TIM Brasil e que, até então, estava à frente da Quod, empresa criada pelos bancos para ser um birô para o cadastro positivo, assumirá a presidência da Oi, no lugar de Eurico Teles, que conduziu todo o processo de recuperação judicial. Abreu, que é membro do conselho da Oi, teria tido o seu nome aprovado pelo juiz da Recuperação Judicial da empresa na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Fernando Viana, uma vez que a companhia precisa do aval do tribunal.
As informações são do jornalista Lauro Jardim e foram publicadas no jornal O Globo, que diz que o nome de Abreu teria sido submetido a Viana pelo presidente do conselho da tele, Eliezer de Carvalho. O atual diretor-presidente da Oi, Eurico Teles, deixará a empresa em dezembro, ainda segundo o veículo carioca.
No começo de agosto de 2018, a Oi apontou em assembleia a proposta de aumento de capital e a indicação do novo conselho, incluindo o nome de Rodrigo Abreu, ambos aprovados em setembro do mesmo ano. Desde fevereiro, o nome de Abreu é ventilado para substituir Teles, que teria colocado o cargo à disposição. Por três anos, a Oi foi a maior recuperação judicial do Brasil com R$ 65,4 bilhões em dívidas. O lugar foi tomado, agora em maio, pela Odebrecht, com dívidas de R$ 98.5 bilhões.
A recuperação judicial da Oi foi um jogo de xadrez entre os acionistas, mas as principais arestas foram aparadas, em especial, com o acerto anunciado, em janeiro, com a acionista indireta Pharol, iniciando-se assim prazo para cumprimento da segunda parte de obrigações no acordo, incluindo pedido de extinção da totalidade de litígios envolvendo as partes.
Também em janeiro deste ano, a companhia concluiu o aporte de R$ 4 bilhões para manter os investimentos em FFTH e 4G. Na divulgação do balanço financeiro do primeiro trimestre, no dia 14 de maio, a Oi revelou que planeja vender ativos estratégicos para aportar mais R$ 7 bilhões.
No começo de maio, a Anatel deu um prazo de 60 dias – que se encerra ao final de julho – para a Oi apresentar seu fluxo de caixa consolidado e a previsão ajustada do mesmo, acompanhada das premissas econômico-financeiras que fundamentam a projeção, em especial, a rentabilidade esperada dos principais investimentos previstos, e o custo de contratação de empréstimos e financiamentos e sua compatibilidade com os investimentos previstos.
Já no começo de junho aconteceu a renúncia do membro independente do Conselho de Administração Ricardo Reisen de Pinho, que deixa a empresa clamando os credores a injetarem novos recursos e com críticas à nova estratégia comercial que vem sendo desenhada por duas consultorias e pelo Bank of America e que deveria ter sido divulgada no final de junho.
“É fundamental questionar as razões e interesses econômicos, e mesmo político-sociais, que sustentam a existência da estratégia a ser proposta, desafiando e testando alternativas, mesmo que apenas no plano teórico. Não basta apenas descrever o ‘como’, mas também explicar o ‘porquê’, afirmou Pinho na carta de três páginas que acompanhou o seu pedido de renúncia.
Há a possibilidade, também ainda não confirmada, de a Oi pedir a extensão da recuperação judicial, medida classificada pelo ex-conselheiro como “alternativas a serem exaustivamente exploradas e justificadas.” Oficialmente a Oi não se pronunciou sobre as mudanças de comando;divulgação dos estudos das consultorias e sobre a possível prorrogação da Recuperação Judicial.
*Com informações do O Globo