
O Brasil se consolidou como a principal potência mundial do Open Finance, alcançando a marca inédita de 128 milhões de consentimentos ativos. O dado, que coloca o país à frente de 78 nações com regulações do setor, faz parte do report “Estado do Open Finance – Brasil & Mundo”, divulgado pela Sensedia em parceria com a Let’s Money.
O levantamento revela que a combinação de infraestrutura robusta, que gera mais de 4,4 bilhões de comunicações semanais entre instituições e aplicações práticas, como o Pix Automático e a Jornada Sem Redirecionamento (JSR), diferencia o modelo brasileiro e o torna referência global em geração de valor para consumidores e empresas.
“O Open Finance deixou de ser promessa tecnológica e se tornou estratégia de negócio em escala global. O Brasil está à frente na construção de casos de uso que simplificam a vida do consumidor e aumentam a competitividade”, afirma Natalia Cruz, Head de Open Finance da Sensedia.
O relatório revela grande diversidade nos estágios de implementação ao redor do mundo. O Reino Unido, pioneiro no tema, atingiu 15,16 milhões de usuários em julho de 2025 e registrou 31 milhões de pagamentos via Open Banking em março, um crescimento anual de 70%. O próximo foco britânico são os Variable Recurring Payments (VRPs), vistos como prioridade para 2026.
Nos Estados Unidos, maior mercado do mundo, a busca é por padronização. A regra de Personal Financial Data Rights e o reconhecimento do padrão Financial Data Exchange (FDX) trouxeram clareza ao setor, que já soma 114 milhões de conexões via APIs, apesar da fragmentação e prazos ainda incertos.





