Carreira

Amazon admite mais 14 mil demissões na AWS, Prime e RH

Segundo a Reuters, dispensas recomeçam nesta semana e podem passar de 30 mil somadas ao movimento iniciado ainda no ano passado.

A Amazon prepara um novo ciclo de demissões que pode atingir até 14 mil funcionários de áreas corporativas, com cortes previstos para começarem nesta semana, segundo a agência Reuters. Os desligamentos devem atingir unidades como a Amazon Web Services (AWS), varejo, Prime Video e recursos humanos.

Se confirmada, a medida dará continuidade ao plano de redução do quadro iniciado no final de 2025. Em outubro, a companhia anunciou o corte de 14 mil vagas e indicou que as demissões poderiam continuar ao longo de 2026. Em julho, a própria AWS já havia passado por uma rodada de desligamentos que afetou centenas de empregados.

Somados, os dois ciclos de cerca de 14 mil demissões equivaleriam ao desligamento de aproximadamente 10% da força de trabalho corporativa da empresa. Caso o número total chegue a 30 mil funcionários, como havia sido informado por fontes na época do anúncio em outubro, essa seria a maior redução de pessoal já registrada na história da Amazon. Até então, o recorde havia sido estabelecido em 2022 e 2023, quando a companhia eliminou cerca de 27 mil vagas.

As demissões ocorrem em um momento no qual a empresa apresenta resultados financeiros significativamente mais fortes do que nos cortes anteriores. Em 2022, a Amazon registrou um prejuízo líquido de US$ 2,7 bilhões, o maior desde que a companhia abriu capital. Em 2025, o cenário mudou: apenas nos primeiros nove meses do ano, o lucro acumulado superou US$ 56 bilhões, e no último trimestre o ganho líquido foi de US$ 21,2 bilhões.

A justificativa para os cortes também mudou. Após a rodada de outubro, um documento interno afirmava que a inteligência artificial seria “a tecnologia mais transformadora desde a internet” e que permitiria acelerar a inovação. No entanto, em teleconferência de resultados do terceiro trimestre, o CEO Andy Jassy afirmou que as demissões não eram motivadas por dificuldades financeiras nem exclusivamente por questões ligadas à IA. Segundo ele, o objetivo é reduzir camadas organizacionais e eliminar burocracias que se formaram ao longo dos anos. “Você acaba com muito mais pessoas do que antes e com muito mais níveis”, disse.


No setor de tecnologia, grandes empresas vêm cortando custos e realocando recursos para investimentos pesados em infraestrutura de inteligência artificial, o que inclui data centers, chips e serviços em nuvem. Em outubro, as dispensa da Amazon tiveram impacto relevante na região de Seattle, afetando quase 2.200 trabalhadores nas unidades da empresa em Seattle e Bellevue, atrás apenas das demissões da Microsoft na área, que atingiram mais de 3.200 pessoas.

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