
Na quarta rodada de negociação, o Sindpd-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação de São Paulo) e Seprosp (Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo) chegaram a um consenso e fecharam uma nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria de TI em São Paulo. Em 2027, os pisos terão correção pelo INPC acrescida de 1% de aumento real. No reajuste geral, ficou definido aumento de 4% em 2026 e reposição integral do INPC em 2027. Todos os reajustes serão aplicados de forma retroativa a 1º de janeiro, data que se mantém como data-base da categoria de TI em São Paulo. A nova CCT terá validade de dois anos, em 2026 e 2027.
O piso administrativo passa de R$ 1.692,04 para R$ 1.800,00, o que representa um aumento de 6,38% – aumento real de 2,48% ou R$ 107,96 a mais. Para os digitadores, o valor sobe de R$ 2.121,60 para R$ 2.250,00, com incremento de R$ 128,40, ou 6,05% – aumento real de 2,15%. Já os técnicos de informática e os técnicos de suporte de help desk terão o piso reajustado de R$ 2.352,09 para R$ 2.500,00, aumento de R$ 147,91, equivalente a 6,29% – aumento real de 2,39%.
Uma das principais conquistas foi no Vale-Refeição, que agora será pago obrigatoriamente também durante as férias e com aumento real garantido.
O acordo garante expressamente o pagamento do benefício por 22 dias ao mês, durante 12 meses por ano, incluindo as férias. O valor mínimo líquido, sem qualquer desconto ao trabalhador, será de R$ 32 em 2026, um aumento de 6,67%, e de R$ 34 em 2027, representando um reajuste de 13,33%. Para quem já ganha acima do piso, o Auxílio-Refeição será reajustado em 4%, índice do reajuste geral acordado.
Nos auxílios Creche e para filhos com deficiência, também foi conquistado um aumento real de 2,48%, No Auxílio-Creche, para crianças de até 2 anos, o valor passa para R$ 720, um aumento de 6,38% em relação aos R$ 676,82 vigentes. Para crianças de até 6 anos, o benefício sobe para R$ 630 (era R$ 592,21), também com reajuste de 6,38%. O Auxílio para filhos com deficiência (PCD) será de R$ 900, contra os atuais R$ 846,02, garantindo igualmente um aumento de 6,38%.
O acordo ainda trouxe avanços na licença-paternidade, que passa de 5 dias úteis para 10 dias úteis consecutivos em 2026 e de 12 dias úteis consecutivos em 2027. Além disso, foram incluídas cláusulas de incentivo à inclusão e respeito às mulheres no setor, com o estabelecimento do Mês das Mulheres, e uma cláusula ambiental de incentivo à sustentabilidade nas empresas.
Foram mantidas todas as cláusulas inalteradas na CCT vigente, que já inclui avanços importantes em relação à legislação geral, como jornada de 40 horas semanais, adicional de hora extra de 75% para as duas primeiras horas e 100% para acima disso, adicional noturno de 30%, adiantamento do 13º salário, reembolso por quilometragem e obrigatoriedade de negociação de PLR.


