
A crise acirra na Oi. A operadora, em recuperação judicial, protocolou uma ação de responsabilidade contra seus antigos acionistas de referência na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
O movimento, revelado em Fato Relevante divulgado em plena terça-feira de carnaval, 17/2, acusa as gestoras Pimco, SC Lowy e Ashmore de exercerem poder de controle de forma abusiva, priorizando seus próprios créditos em detrimento da saúde financeira da operadora e dos demais credores.
De acordo com os documentos apresentados, a atual administração da tele sustenta que os ex-controladores, que detinham 78,20% do capital votante, ignoraram seus deveres fiduciários para implementar uma estratégia de esvaziamento de caixa. A Oi denuncia que a antiga gestão autorizou a contratação de assessores financeiros com cláusulas de êxito atreladas exclusivamente ao pagamento dos créditos dos próprios fundos.
Outro ponto central da disputa envolve a política de remuneração aprovada em 2025. A companhia destaca o pagamento de R$ 7,5 milhões em apenas nove meses para três executivos indicados pelos fundos, além de bônus e honorários considerados milionários.
Segundo a ação, esses gastos drenaram recursos que deveriam ter sido usados para quitar dívidas de R$ 2 bilhões fora da recuperação judicial, o que acabou forçando um pedido de falência posteriormente revertido.
O pedido de tutela de urgência feito pela Oi busca neutralizar a influência desses credores em decisões estratégicas iminentes. O principal alvo é o processo de venda da V.tal, marcado para o início de março. Como a Oi possui 27,26% das ações da empresa de infraestrutura de fibra óptica, o sucesso do leilão é considerado o pilar para a reestruturação financeira do grupo, que encerrou o ano passado com uma dívida total de R$ 43,9 bilhões.



