
A Brasil TecPar comprou a operação de banda larga via fibra óptica da Ligga Telecom, em um negócio com pagamento avaliado em R$ 495 milhões. O contrato vinculante entre as partes foi assinado nesta sexta-feira, 20/2. A Ligga Telecom vai receber R$ 100 milhões à vista. Os demais R$ 395 milhões serão pagos na forma de ações.
A TecPar assume integralmente a responsabilidade pelos pagamentos aos debenturistas da 5ª emissão de debêntures da adquirida. “A operação permitirá o reforço de caixa da companhia e uma desalavancagem substancial das suas obrigações”, destacou em comunicado a Ligga, que enfrenta uma situação delicada com a prisão do empresário Nelson Tanure, que em 2020, pagou R$ 2,4 bilhões pelo controle da Copel Telecom, depois transformada em Ligga.
“A aquisição fortalece a presença da Companhia no Estado do Paraná, alcançando a terceira posição no estado em número de acessos, com um total de 385 mil acessos, e consolida a Companhia como quarta maior operadora de telecomunicações de banda larga fixa do País”, ressaltou a TecPar.
Com a transação, a Brasil TecPar chega ao 60º M&A e alcança 1,689 milhão de acessos (base Anatel dezembro de 2025), consolidando-se como a quarta maior operadora de banda larga fixa do país em acessos. No Paraná, a companhia passa a ocupar a terceira posição, com aproximadamente 385 mil acessos, ampliando de forma significativa sua participação em um dos estados mais desenvolvidos e competitivos do Brasil.
Um dos diferenciais técnicos da operação está na utilização de cabos OPGW (Optical Ground Wire), instalados em torres de transmissão de energia, o que reduz significativamente riscos de interrupção em comparação com redes subterrâneas ou instaladas em postes urbanos. A transação também incorpora dois data centers em Curitiba, ampliando a capacidade nacional da companhia na oferta de serviços de TI e armazenamento de dados.
O movimento tem impacto relevante no segmento corporativo. Cerca de 40% da receita da Ligga é proveniente do mercado B2B e governamental, área considerada estratégica pela Brasil TecPar pela maior previsibilidade dos contratos e criticidade dos serviços. “A integração ampliará a expertise técnica do grupo nesse segmento e fortalece a oferta de soluções de conectividade para empresas de médio e grande porte, além de operações de atacado (wholesale)”, completa Gilmar Balbinot, CCO B2B da Brasil TecPar.
Além de autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a conclusão do negócio depende de aprovação de todas as instâncias de governança da Ligga e da anuência dos debenturistas.





