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Brasil tem atributos, mas peca em segurança regulatória e tributária na atração de dinheiro à infraestrutura digital

A Aliança pela Internet Aberta (AIA) vira Dig.ia e atrais gigantes como Microsoft e data centers para buscar projetos estruturantes de longo prazo.

A Aliança pela Internet Aberta (AIA) anunciou neste domingo (1º), em Barcelona, na Espanha, seu novo escopo de atuação, acompanhado de uma mudança de nome. A instituição, que congrega empresas brasileiras e globais do ecossistema digital, passa a se chamar Dig.ia – Aliança pela Infraestrutura Digital e Internet Aberta – e a contar com quatro novos associados estratégicos: Microsoft, Scala Data Centers, Ascenty e Tecto Data Centers.

É uma virada de atuação, uma vez que a Dig.ia concentrará sua atuação na defesa de um ambiente regulatório estável para atrair projetos estruturantes de longo prazo, como datacenters, cabos submarinos e redes de edge computing. A entidade chega a esta nova fase consolidada e com pelo menos 30 nomes de peso na lista de associados.

Entre eles estão Amazon, Netflix, Meta, Google, TikTok, Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) e Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint).

Para o diretor-executivo da organização, Alessandro Molon, o foco é inserir o Brasil de forma competitiva no fluxo internacional de capital destinado à infraestrutura digital. “Estamos falando de ciclos de investimento de 20 a 30 anos, com aportes bilionários. Países que oferecem segurança jurídica atraem esses projetos; os demais ficam à margem”, afirmou o diretor-executivo da Dig.ia, Alessandro Molon, ao participar do MWC 2026, em Barcelona.

Molon foi além: “O Brasil tem atributos relevantes, mas eles não se convertem automaticamente em investimento. É preciso estabilidade normativa, racionalidade tributária e coordenação institucional”, disse.


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