Espírito Santo investe em nuvem e data center próprios
Decisão está ligada à governança e aos custos. "Nós vimos que comprar nuvem seria mais oneroso e de controle mais caro. A Nuvem do Espírito Santo é o Prodest", diz o diretor-presidente da instituição, Marcelo Azeredo Cornélio.

O Espírito Santo decidiu ter nuvem e data center próprios para a oferta dos seus serviços digitais, conta o diretor-presidente do Instituto de Tecnologia da Informação do Estado, Prodest, Marcelo Azeredo Cornélio. “Comprar nuvem no mercado seria um investimento mais oneroso e com um controle mais caro. Decidimos fazer a nossa infraestrutura por conta da governança”, relata o executivo, que participou do Tech Gov Fórum RJ, organizado pela Network Eventos, nos dias 24 e 25 de março, no Rio de Janeiro.
Marcelo Cornélio adiantou que o Espírito Santo vai ter um segundo data center – previsto para ser ativado em 2028, e que neste momento, está na fase de contratação da empresa que fará o projeto executivo e o termo de referência para a escolha da companhia que vai construir o data center. “Esse data center não será secundário. Ele terá a mesma capacidade do nosso data center principal. Ele será green e com eficiência energética”, antecipa o diretor da Prodest.
Indagado sobre o porquê de não contratar nuvem pública ou terceirizar o data center, Marcelo Azeredo Cornélio reitera que foi feito um estudo e seria mais oneroso. “Nós queríamos a governança dos sistemas, queríamos ter os dados, ter acesso ao backup. Assegurar que teríamos como cuidar dos nossos dados. O investimento próprio foi a melhor opção”, diz.
Com relação ao orçamento – uma vez que 2026 é um ano eleitoral – o diretor-presidente da Prodest diz que o planejamento foi feito para cinco anos. “Nós vamos contratar esse ano. Nós temos orçamento. Nós não estamos sofrendo a pressão eleitoral”. Assista a entrevista com o diretor-presidente do Prodest, Marcelo Azeredo Cornélio.





