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Agentes IA vão receber mais de R$ 3,4 bilhões e entram no top 3 de investimentos em TI no Brasil

Data centers ficam mais um ano em primeiro lugar com previsão de crescimento de 18% em relação ao ano passado e cloud na segunda posição com a geração de R$ 4,4 bilhões.

Os agentes IA cresceram e apareceram e já despontam no Estudo Mercado Brasileiro de Software – Panorama e Tendências 2026, produzido pela Associação Brasileira de Software (ABES) e pela IDC, divulgado nesta segunda-feira, 30/3, em coletiva online. Os agentes IA devem superar R$ 3,4 bilhões de investimentos ao longo deste ano, com crescimento acima de 30%. Segundo o estudo, as empresas que estão investindo em IA vão direcionar 1/3 dos seus orçamentos de IA para os agentes IA.

“IA já é responsável pela forte demanda no Brasil nos últimos dois anos e será pelos próximos três anos”, diz Jorge Sukarie, presidente do Conselho da ABES e responsável pelo estudo.  Segundo o relatório, os agentes IA são transformadores do mercado de software, uma vez que eles estão redefinindo as soluções, mas há uma grande preocupação com a segurança e a governança desses agentes ainda gera obstáculos para uma maior adesão das companhias.

Não por acaso a segurança, e a segurança cibernética ganham atenção redobrada. Tanto que o total de gastos com serviços de segurança – considerando serviços gerenciados, consultorias, implementações e treinamentos – vão superar US$ 2,5 bilhões em 2026, um crescimento de 14,8% em relação ao ano anterior. Ainda em 2026, cerca de US$ 575 milhões serão destinados para ampliar processos e funcionalidades de segurança habilitadas por IA e para agentes IA.

Em 2025, os data centers já foram o carro-chefe e vão seguir sendo em 2026. Eles permanecem na primeira posição de investimentos este ano, mesmo sem o Redata ou sem redução do ICMS, já que não há uma definição ainda dos Estados. Aqui, apura o estudo, o mercado de HIS (Hosting & Infrastructure Services) deve atingir em 2026 o valor de US$ 1,7 bilhão, o que representa crescimento de 18,1% sobre 2025. Até 2030, a IDC prevê que 60% das organizações latinoamericanas vão usar ambientes híbridos como infraestrutura para permitir a otimização dos ambientes de IA.

Quem também aparece com destaque e na terceira posição resistindo à comoditização é a computação em nuvem. O mercado deve avançar 18,6% e passar de R$ 4,4 bilhões. Segundo a IDC, 38% dos gastos com a Inteligência Artificial serão direcionados para infraestrutura e aplicações na nuvem. O estudo aponta ainda que 69% dos líderes de TI e CIOS brasileiros enxergam a nuvem como o modelo preferencial de infraestrutura pensando no consumo de IA generativa e dos agentes IA.


Brasil mantém relevância global e amplia liderança regional

O Brasil manteve a 10ª posição no ranking mundial de investimentos em TI, consolidando-se como o principal mercado emergente do setor. Na América Latina, o país ampliou sua liderança, passando de 34,7% para 38,4% de participação nos investimentos regionais, reforçando seu papel como principal polo tecnológico da região.

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