
A Guarda Revolucionária do Irã fez uma nova ameaça direta contra empresas de tecnologia dos Estados Unidos, afirmando que passará a considerar essas companhias como alvos legítimos no Oriente Médio a partir de 1º de abril. Três semanas antes, as forças armadas iranianas já tinham indicado serviços de nuvem como alvos. Na véspera, autoridades no Bahrein acusaram ataque do Irã a instalações da AWS no país.
A declaração foi publicada em um canal oficial da organização na plataforma Telegram, em texto originalmente em farsi, e lista ao menos 17 empresas americanas que poderiam ser atingidas. Entre elas estão big techs Microsoft, Apple, Google, Meta, Nvidia e Palantir.
A lista inclui ainda Cisco, HP, Intel, Oracle, IBM, Dell, J.P. Morgan Chase, Tesla, General Electric e Boeing, além da G42, dos Emirados Árabes Unidos.
No comunicado, o IRGC acusa empresas de tecnologia e de inteligência artificial dos Estados Unidos de serem “elemento central” no planejamento e na execução de operações consideradas “terroristas” contra o Irã. O texto afirma que, para cada assassinato ocorrido no país, haverá retaliação contra essas companhias.
“Vamos atingir empresas de tecnologia americanas a cada assassinato no Irã”, diz a publicação, originalmente escrita em farsi.
“Vocês ignoraram nossos repetidos alertas sobre a necessidade de interromper operações terroristas… a partir de agora, as principais instituições envolvidas nessas operações serão alvos legítimos”, acrescenta.
Funcionários de tecnologia devem deixar seus locais de trabalho “imediatamente para salvar suas vidas”, afirmou o IRGC.





