Trump vai à justiça para derrubar liminar que impediu classificar a IA Anthropic como risco à segurança nacional
Departamento de Justiça dos Estados Unidos recorreu da decisão que classificou a medida como forma de punição à Antrhopic por não ceder direitos irrestritos da sua IA ao Pentágono.

O governo Trump recorreu da suspensão temporária, por um juiz federal, da designação de risco na cadeia de suprimentos da startup de IA Anthropic, imposta pelo Departamento de Guerra dos EUA.
O Departamento de Justiça dos EUA (DoJ), do Governo Trump, entrou, na sexta-feira, 3//4, com um recurso contestando a decisão de um juiz distrital, tomada em 26 de março, que questionou a justificativa de segurança nacional do governo e afirmou que a medida parecia ter a intenção de punir a Anthropic por buscar limites no uso de sua tecnologia.
O juiz bloqueou temporariamente a designação de risco na cadeia de suprimentos, juntamente com a ordem do presidente Trump que determinava que todas as agências federais cortassem relações com a Anthropic.
Em 9 de março, a Anthropic entrou com uma ação judicial contra o governo Trump após ter sido incluída em uma lista negra e rotulada como ameaça à segurança nacional dos EUA, o que, segundo a empresa, causaria danos irreparáveis.
A ação judicial afirma que a decisão do Departamento de Guerra de designar a Anthropic como um risco na cadeia de suprimentos é “sem precedentes e ilegal” e prejudicará irreparavelmente a empresa.
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, e o secretário do Departamento de Guerra, Pete Hegseth, entraram em conflito público sobre o uso, pelas forças armadas, dos modelos de linguagem da empresa de IA.
Após o conflito, Trump emitiu uma diretiva para cancelar os contratos com a Anthropic e implementar uma descontinuação gradual de seis meses em toda a Defesa e outras agências federais.
A empresa de IA se recusou a conceder ao Pentágono direitos irrestritos para implantar seus modelos devido a preocupações com vigilância doméstica e uso em armas autônomas letais, o que levou o Departamento de Guerra a cancelar o contrato de US$ 200 milhões com a desenvolvedora em 27 de fevereiro.





