
O Observatório da Democracia da AGU, ligado à Advocacia-Geral da União, vai elaborar estudos sobre o impacto da inteligência artificial (IA) no processo eleitoral brasileiro. A iniciativa busca analisar tanto os riscos associados ao uso da tecnologia, como a manipulação da percepção dos eleitores e a disseminação de desinformação, quanto seu potencial para ampliar o acesso à informação qualificada durante o período eleitoral.
A decisão foi tomada na quarta, 8/4, durante a 11ª reunião do Conselho Gestor do observatório. A percepção é de que cresce o número de casos em que ferramentas de IA são utilizadas para influenciar a opinião pública e distorcer o debate democrático. O objetivo é compreender a relação entre a tecnologia e a democracia, com foco específico no seu uso nas eleições gerais que se aproximam.
A expectativa é que o estudo resulte em propostas concretas, como a elaboração de um manual, código de uso ou recomendações sobre a aplicação de IA generativa no contexto eleitoral. A entrega do material está prevista para junho, antes do pleito, de forma a identificar mecanismos capazes de proteger o eleitor contra a desinformação, ao mesmo tempo explorar usos positivos da tecnologia em favor da transparência e da qualidade do debate público.





