Polícia prende 7 no Ceará e caça 11 por golpes com redes sociais, lotérica perdeu R$ 114 mil
Operação reuniu polícias do Ceará, Santa Catarina e Ministério da Justiça e diz que grupo agia em todo o país.

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a Operação Dupla Cena, com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Ciberlab, e da Polícia Civil do Estado do Ceará, resultando em uma ofensiva contra uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas. A ação representa um revés para o grupo, que atuava a partir do Ceará e utilizava redes sociais para aplicar golpes em diferentes regiões do país.
As investigações tiveram início após uma unidade lotérica no centro de Florianópolis registrar prejuízo de R$ 114 mil. Segundo a polícia, os criminosos atraíam vítimas com falsas promessas de prêmios e, durante o contato telefônico, se passavam por pessoas de confiança — como o suposto empregador da vítima — para convencer atendentes a realizar depósitos em contas digitais controladas pela quadrilha.
Ao todo, foram expedidos 18 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão, cumpridos nas cidades de Fortaleza, Canindé, Sobral e Caucaia. Até o momento, sete pessoas foram presas, incluindo o apontado como mentor intelectual do esquema e integrantes responsáveis por ceder contas bancárias para movimentação e dispersão dos valores obtidos ilegalmente.
De acordo com o delegado Osmar Carraro, da Polícia Civil catarinense, a operação tem alcance estratégico ao atingir simultaneamente a liderança do grupo e a rede de operadores financeiros. “O ambiente digital não é terra sem lei, e a distância geográfica não serve mais de escudo para a impunidade”, afirmou.
As apurações indicam que o grupo utilizava uma estrutura organizada, com divisão de tarefas. Enquanto parte dos integrantes fazia o contato com as vítimas, outros — conhecidos como “conteiros” — emprestavam contas bancárias para receber os valores e dificultar o rastreamento do dinheiro.
Os investigados poderão responder por crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A expectativa das autoridades é que a operação consiga interromper as atividades do grupo e evitar novos golpes aplicados por meio de plataformas digitais.





