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Vivo diz não temer concorrência maior em São Paulo e descarta recorrer do leilão de 700 Mhz

CEO da tele, Christian Gebara, admitiu que há oportunidades de consolidação em São Paulo, mas é preciso avaliar a sobreposição de redes.

A Vivo não teme o aumento da concorrência no mercado de São Paulo após a compra e consolidação da Claro com a Desktop, que deve se refletir em alterações no ranking do estado, e a chegada da Unifique com telefonia móvel. Christian Gebara, presidente da Vivo, lembrou que o mercado de São Paulo concentra a maior base da Vivo e continua crescente.

“Se analisarmos o crescimento de ganho líquido da fibra no Brasil, no primeiro trimestre, foram 200 mil clientes, enquanto o segundo colocado perdeu 80 mil clientes. A Vivo tem 19,2% do mercado de fibra nacional e a segunda 7,8%. Por mais que tenhamos a liderança, continuamos crescendo num mercado muito fragmentado. Ser líder com 19,2%, é um número bem baixo, comparado com outros mercados como a França e a Espanha, onde o líder tem 40%”, analisou Gebara,em coletiva de imprensa para divulgar os resultados do primeiro trimestre do ano, realizada nesta segunda-feira,11/5.

Ele admite que há oportunidades de consolidações em São Paulo, estado em que a Vivo tem sua maior base instalada e a maior cobertura de rede. “Temos de olhar ativos que não tenham sobreposição com a nossa rede porque não acrescentaria muito à nossa competitividade. Estamos sempre abertos a analisar oportunidades, mas enquanto não encontramos, seguimos crescendo com nossa própria expansão”, sinalizou.

Gebara descartou ampliar a judicialização do leilão do 700 MHz ressaltando que as ações judiciais foram conduzidas pela Telcomp, que representa os pequenos provedores. Mas questionou o leilão sendo realizado em três rodadas. “A Vivo estava na terceira rodada, mas não questionamos. Entendemos que pode ser uma visão diferente das pequenas operadoras que gostariam de competir numa rodada única. Não recorremos e não vamos recorrer”, concluiu.


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