SAP: “Estamos na maior reinvenção do nosso negócio em 50 anos com a Inteligência Artificial”, diz Christian Klein
Ao aproveitar a 36 edição do Sapphire, o CEO da SAP disse que a IA permitiu reduzir a complexidade da migração do ERP em 50%. E deixou clara a mensagem que a SAP quer deixar para trás o legado de ser fechada para ser uma empresa aberta e orquestradora da governança do uso da IA nos negócios.

Ao abrir a 36a edição do Sapphire, em Orlando, nos Estados Unidos, o CEO da SAP, Christian Klein, mandou um recado claro ao mercado – a SAP não é mais apenas uma empresa de software, mas uma companhia voltada a tornar a inteligência artificial um valor para os negócios. A SAP quer se mostrar como uma orquestradora de IA e provar que o seu ERP pode ser usado da pequena à grande empresa com as vantagens da IA.
Em rápida entrevista aos jornalistas da América Latina, antes da cerimônia oficial de abertura, Klein disse que a inteligência artificial precisa estar no ERP, que é o cérebro da empresa. “O uso da IA pelas pessoas físicas, como os meus filhos, permite desenhar um unicórnio com orelhas erradas e tudo bem. Mas a IA no negócio tem de agregar valor. Ela mexe com dados sensíveis. A IA precisa ser compreendida pelo negócio para gerar valor e para que a empresa possa de fato confiar na tecnologia. A IA não tira do homem o poder da decisão no negócio”, pontuou Klein.
Ele não quis falar diretamente se a IA vai matar o software, como muitos especialistas estão falando – assim como sobre muitas ações em bolsa derretendo. “Temos que tirar o verdadeiro valor do software para o negócio. Estamos pegando o nosso “cérebro” – o ERP –, infundindo-o no fluxo de dados e combinando-o com a Anthropic, com a OpenAI e com diversos grandes modelos de linguagem locais, inclusive de algumas startups da América Latina. Dessa forma, os clientes obtêm o melhor dos dois mundos”, reforçou Klein.
A protagonista da cerimônia de abertura do SAP SAPPHIRE 2026 foi a plataforma SAP Autonomous Enterprise, criada para ajudar a aprimorar os fluxos de trabalho mais críticos do mundo dos negócios, permitindo que humanos e IA trabalhem juntos para atender às demandas aceleradas dos negócios globais. É com ela que a SAP quer atender ao cliente de ponta a ponta.
“Para os processos de missão crítica de nossos clientes, ‘quase certo’ simplesmente não é suficiente”, afirmou Christian Klein. “Ao unir a SAP Business AI Platform com a SAP Autonomous Suite, ancoramos os agentes de IA nos processos empresariais, nos dados e na governança para que possam entregar resultados precisos, em conformidade e seguros, desbloqueando novas fontes de receita e economias significativas de custos”, adicionou.
A SAP Autonomous Enterprise inclui uma plataforma unificada de IA para construir, contextualizar e governar agentes, uma suíte autônoma capaz de executar operações centrais de negócios e uma nova experiência de usuário que redefine a forma como as pessoas trabalham com softwares corporativos.
A suíte contará com mais de 50 assistentes Joule especializados em finanças, cadeia de suprimentos, compras, gestão de capital humano e experiência do cliente. Esses assistentes vão automatizar processos de ponta a ponta ao orquestrar um subconjunto de mais de 200 agentes especializados em executar tarefas específicas.
Ana Paula Lobo viajou a Orlando, nos EUA, a convite da SAP Brasil





