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IA avança muito rápido e exige urgência dos governos contra riscos sociais

"O vapor, a eletricidade e os computadores deram às sociedades décadas para se adaptarem. A IA pode nos dar apenas alguns anos”, advertiu Anton Korinek, professor da Universidade da Virgínia.

Mais de 200 pesquisadores e economistas, incluindo 15 ganhadores do Prêmio Nobel e pesquisadores da OpenAI, da Anthropic e do Google, apelaram aos governos e aos líderes do setor de tecnologia para que criem, com urgência, políticas e instituições destinadas a lidar com o impacto econômico da inteligência artificial.

Eles divulgaram nesta segunda-feira, 13 de julho, uma declaração conjunta alertando que a inteligência artificial vai uma transformação econômica maior do que a Revolução Industrial, mas com um prazo “muito mais curto”, o que levanta questões para trabalhadores, empresas e instituições públicas.

A declaração pede pesquisas mais aprofundadas sobre os impactos econômicos da IA e o início da elaboração de políticas e instituições necessárias para garantir que a tecnologia beneficie a sociedade e para lidar com riscos como a perda de empregos em grande escala. “O vapor, a eletricidade e os computadores deram às sociedades décadas para se adaptarem. A IA pode nos dar apenas alguns anos”, advertiu Anton Korinek, professor da Universidade da Virgínia. “Não podemos improvisar nossa estratégia e nossas instituições no meio da transformação; esperar pela certeza significa chegar tarde demais”, completou.

Korinek, que se juntou à equipe de pesquisa econômica da Anthropic em março, organizou a iniciativa com os pares economistas Erik Brynjolfsson, Ajay Agrawal e Tom Cunningham. Entre os signatários estão a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar; o cientista-chefe do Google DeepMind, Jeff Dean; o cofundador da Anthropic, Jack Clark; e membros da equipe de pesquisa econômica da empresa criadora do chatbot Claude. Os ganhadores do Prêmio Nobel Michael Spence, Daron Acemoglu e Simon Johnson, entre outros, também assinaram a declaração.


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