Alta de componentes afeta de forma negativa resultados da Ericsson
Única unidade que conseguiu resultado positivo foi a de Cloud e Serviços. Enterprise desabou 19% e redes, 6,7%. Projetos de redes começam a ser afetados.

O CEO da Ericsson, Borje Ekholm (na foto), que está de saída, alertou que O aumento dos custos de componentes vai afetar a lucratividade da divisão de Redes (Networks) na Ericsson. A advertência é do CEO, Borje Ekholm, que vai deixar o cargo em setembro.
Segundo ele, a fabricante tomou medidas para mitigar a inflação dos custos de componentes e prometeu que a empresa “continuará a adotar medidas internas e ações de precificação para ajudar a compensar o efeito” de prováveis aumentos contínuos nos próximos trimestres. “Também esperamos alguma pressão sobre a margem bruta ajustada de Redes no terceiro trimestre, devido aos maiores volumes de projetos de implementação de redes.”
A receita caiu 6% em relação ao ano anterior, para 52,7 bilhões de coroas suecas (SEK) — cerca de US$ 5,4 bilhões —, e o lucro líquido recuou 12%, para 4 bilhões de SEK. A empresa atribuiu as quedas à menor receita de licenciamento de propriedade intelectual (IPR), refletindo um benefício não recorrente decorrente de um acordo parcial no período comparável anterior.
As vendas da divisão de Redes caíram 8%, para 33 bilhões de SEK, devido a impactos cambiais negativos e retrações na Europa e nas Américas. Os resultados ruins não param. A divisão corporativa (Enterprise) registrou uma queda de 19% nas vendas. O cenário foi mais positivo na divisão de Software e Serviços em Nuvem (Cloud Software and Services), com as vendas crescendo 3%, para 14,7 bilhões de SEK.





