

A indústria de mídia e entretenimento atravessa uma transformação impulsionada pela maturidade da tecnologia 5G. De olho nessa evolução, a Claro vem consolidando seu posicionamento estratégico na oferta de soluções de network slicing (fatiamento de rede) e redes privativas. Durante o painel “5G: Novas Aplicações em Produções Audiovisuais” no SET Expo 2026, executivos da operadora detalharam como essas inovações estão garantindo estabilidade, ultravelocidade e baixa latência em cenários de altíssima densidade de tráfego.
O grande diferencial do network slicing é a capacidade de criar “vias expressas” virtuais dentro da infraestrutura física da rede 5G. Isso permite que aplicações críticas, como a transmissão de vídeo em 4K de um grande evento, não disputem banda com o público geral. Guilherme Saraiva, diretor de vendas mídia e satélite da Claro Empresas, resume o desafio do setor: “Como conseguir prioridade na rede para vídeo? Esse é o desafio. Temos casos de sucesso onde fizemos priorização de tráfego”, disse.
Ele lembra que a teoria do slicing já é realidade em solo brasileiro. A Claro tem aplicado essa tecnologia em eventos de escala massiva, como o Carnaval de São Paulo, o Grande Prêmio de Fórmula 1 e festivais como o Lollapalooza 2025. No caso da Fórmula 1, a operadora forneceu à TV Bandeirantes os chamados mochilinks (equipamentos portáteis de transmissão) acoplados a câmeras móveis 5G com slicing ativado, garantindo mobilidade total aos cinegrafistas sem perda de qualidade.
Para o jornalismo cotidiano, a operadora introduziu o conceito de “SIM Jornalístico”. Diferente de um evento planejado em um local fixo, essa solução foca na cobertura onde não há conhecimento prévio da área. A rede realiza uma partição em caráter dinâmico, respeitando a demanda dos usuários massivos, mas oferecendo uma qualidade de transmissão superior para as equipes de reportagem.
Eduardo Massaud, gerente de produto da Claro Empresas, explica a eficácia da tecnologia: “O slicing de rede é uma tecnologia que se tornou mais efetiva com o 5G. Existem várias técnicas para se fazer isso e entregar boa qualidade mesmo em ambientes com grande concentração de pessoas”.
Redes privativas
Embora o slicing seja a solução ideal para muitas aplicações, a Claro também recorre a redes privativas quando a demanda exige isolamento total. Um exemplo emblemático foi o show da cantora Shakira em Copacabana. Para não subtrair banda do público presente, a Claro implementou uma rede privativa com banda separada, alcançando picos de até 54 Mbps de upload.
A próxima fronteira de performance reside no Millimeter Wave (mmWave), especificamente na frequência de 26 GHz. A Claro já preparou infraestruturas como o Nubank Park, em São Paulo, para transmissões completamente wireless. Esta tecnologia suporta até 15 câmeras 4K simultâneas com um uplink de até 400 Mbps. Segundo os executivos, o uso de mmWave reduz drasticamente os custos e a complexidade logística de grandes eventos, eliminando a necessidade de quilômetros de cabeamento.
O posicionamento da Claro em slicing não se limita à mídia. A operadora já oferece o QoD (Quality on Demand) para o setor financeiro. Um grande banco brasileiro contratou essa solução para garantir que, quando um cliente acessa seu aplicativo específico, a rede automaticamente priorize aquele tráfego com maior banda e menor latência.
Essa flexibilidade abre portas para uma infinidade de casos de uso em segurança pública (sensores e PTT), operações de varejo (terminais de pagamento) e cidades inteligentes. O futuro próximo aponta para eventos globais de grande visibilidade. “A Copa do Mundo Feminina, que será realizada no ano que vem, será uma grande oportunidade para utilizar estas soluções”, projeta Massaud, reforçando que o 5G já está pronto para suportar as demandas mais exigentes do mercado corporativo e de broadcast.





