Troca de comando na EAF ocorre após denúncias de irregularidades na gestão

A saída de Gina Marques da presidência da EAF, entidade responsável pela execução de compromissos do leilão do 5G, não foi apenas uma troca de comando. Ao portal Teletime, a executiva disse que a sua saída ocorre por iniciativa própria, após discussões sobre o funcionamento da entidade e o momento político.
O clima ruim na entidade mobiliza a gestão de telecom. Certo é que fontes do mercado, ouvidas pelo portal Convergência Digital, apontam que o desligamento da executiva teria acontecido em função de denúncias de irregularidades de gestão recebidas pelo Conselho Deliberativo.
Uma das denúncias envolve inconsistências nas informações financeiras encaminhadas à Anatel. Em resposta a uma solicitação do GAISPI, grupo coordenado pela agência e responsável pelo acompanhamento e fiscalização das atividades da EAF, a entidade teria apresentado dados incompletos ou inconsistentes, que passaram a ser objeto de apuração pela agência reguladora.
A situação se agravou e a saída de Gina Marques já estaria acertada para esta segunda-feira, 26 de outubro, mas ela se antecipou e reportou a saída por ‘conta própria’. Outro episódio que desgastou o comando dela envolveu a tentativa de ampliar a estrutura administrativa da EAF, com a criação de mais um cargo de alto escalão, apesar da redução gradual das obrigações previstas no edital do 5G. A proposta foi barrada pelo Conselho Deliberativo.
A gestão também foi marcada por conflitos com diretores e gerentes, que chegaram a alertar sobre riscos institucionais e divergir de decisões administrativas por preocupações com o cumprimento das regras de governança da EAF. Segundo relatos ouvidos pela reportagem, os questionamentos teriam sido seguidos de ameaças, interferências nas atribuições das áreas e tentativas de desautorizar gestores.



