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Governo aguarda criação rápida da função Executivo de Dados federal

Função será crucial para a transformação digital da Administração Pública Federal. Curso para a função já foi lançado, em parceria com o Serpro e ENAP.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) quer ter o Executivo de Dados, como função central na transformação digital da Administração Pública Federal. No final do ano passado foi lançada uma capacitação estratégica voltada à formação da nova função de Executivo de Dados. A iniciativa prepara profissionais dos cerca de 250 órgãos do Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (SISP) para atuarem como responsáveis pela articulação do uso estratégico de dados dentro de cada órgão, fortalecendo a formulação e a implementação de políticas públicas baseadas em evidências.

“Hoje, dados são ativos estratégicos do Estado”, afirma a secretária-adjunta de Governo Digital do MGI, Luanna Roncaratti. “Por isso, é necessário melhorar a governança desses ativos, para aumentar a eficiência da administração pública e acelerar a inovação”, completa. Segundo a secretária, o objetivo final das iniciativas de governança e transformação digital é sempre aprimorar a entrega de serviços públicos, tornando-os cada vez mais rápidos, seguros e eficazes para os cidadãos.

A criação da função de Executivo de Dados aguarda a publicação do Decreto de Governança de Dados, que passou por consulta pública em 2025. O decreto estabelece diretrizes para o uso responsável, seguro e estratégico dos dados públicos, em um contexto marcado pelo avanço acelerado da inteligência artificial no setor público.

Foi nesse cenário que a Secretaria de Governo Digital (SGD) do MGI, em parceria com o Serpro e a Enap, estruturou o Programa Executivo de Dados. A capacitação foi concebida para formar lideranças capazes de tratar dados como ativos estratégicos do Estado, implantar e supervisionar políticas de governança de dados, assegurar qualidade, segurança e proteção das informações públicas, promover a interoperabilidade e o compartilhamento responsável de dados e integrar dados e inteligência artificial aos processos de tomada de decisão de forma ética, responsável e soberana.

O programa é direcionado a gestores públicos, executivos e lideranças estratégicas, profissionais das áreas de tecnologia da informação, dados, governança e inovação, bem como curadores de dados e equipes de transformação digital, especialmente aqueles envolvidos com políticas públicas, serviços digitais e uso de inteligência artificial. Com carga horária total de 260 horas, a capacitação busca fortalecer uma cultura institucional orientada a dados, inovação e resultados.


A secretária-adjunta também destaca que o uso efetivo da inteligência artificial no serviço público depende diretamente da qualidade e da gestão adequada dos dados. “A IA funciona em cima dos dados disponíveis. Se esses dados forem ruins ou não forem interoperáveis entre os diferentes sistemas e órgãos, não vamos ter os resultados esperados”, explica Luanna. “Por isso a criação dessa figura do Executivo de Dados é tão importante. Essas pessoas é que serão as responsáveis, no dia a dia, por fazer isso tudo funcionar bem”, reforça.

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