
O presidente Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 02/4, suas “tarifas recíprocas”, estabelecendo uma sobretaxa mínima para praticamente todos os parceiros comerciais dos EUA. A tarifa mínima das importações do Brasil ficou em 10%, a China foi sobretaxada em 34% e a União Europeia (UE), em 20%. A taxa da Argentina também ficou em 10%.
De acordo com matéria publicada pelo Convergência Digital, o relatório do escritório de comércio vinculado ao governo dos Estados Unidos, USTR, que serve como base para as tarifas retaliatórias anunciadas por Donald Trump, reserva seis de suas 397 páginas ao Brasil.
O documento faz críticas não apenas a tarifas de importação sobre produtos como etanol, filmes, bebidas alcoólicas e carne suína, mas também regulações brasileiras em setores estratégicos, como telecomunicações e proteção de dados. Mas no anúncio de hoje, Trump não entrou em detalhes sobre como vai agir no mercado de telecom e de proteção de dados.
As tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos foram particularmente altas para os países asiáticos. O Vietnã terá tarifa de 46%; Taiwan, 32%; Japão, 24%; Índia, 26%; Coreia do Sul, 25%; Tailândia, 36%.
Trump disse que as tarifas que ele anunciou gerarão “US$ 6 trilhões em investimentos” — uma afirmação contestada por especialistas, para os quais as tarifas são, na verdade, pagas por empresas e consumidores americanos.
“Por décadas, nosso país foi roubado, pilhado, estuprado e saqueado por nações próximas e distantes, por aliados e inimigos”, disse ele, antes de afirmar que todas as tarifas anunciadas passariam a valer a partir da meia-noite de hoje e valem para todos os bens importados pelos EUA.