

Com os satélites de baixa órbita em alta, a GSMA, entidade que representa as operadoras de telefonia móvel, advertiu durante o MWC 2026, que acontece em Barcelona, que as constelações de baixa órbita terrestres (LEO) exijam novas regulamentações, argumentando que os serviços de comunicação direta para dispositivo (D2D), em particular, exigem uma ação urgente.
O diretor de regulamentação da GSMA, John Giusti, reconheceu o papel relevante da conectividade D2D, uma vez que permite a cobertura para áreas mais remotas, mas ressaltou que é preciso um alinhamento regulatório entre operadoras de satélites e operadoras móveis para assegurar investimentos de longo prazo.
A GSMA publicou um documento propondo regulamentações que ofereçam regras claras e consistentes para entrada no mercado; garantam que as operadoras de satélite e de telefonia móvel sejam regidas pelas mesmas políticas; alinhem os padrões nacionais, regionais e internacionais; fomentem o intercâmbio entre governos, reguladores e a indústria; e mantenham o foco na proteção do consumidor para todos os novos serviços.
A entidade sustenta que muitas das atuais regulações não são suficientes para atender os desafios do modelo de negócio do D2D e o momento é oportuno para ajustar as arestas e definir parâmetros de atuação.
No Brasil, as operadoras satelitais de baixa órbita só podem ofertar o D2D em parceria com uma operadora móvel, como a regulamentação exige, explicou o presidente da Anatel, Carlos Baigorri, ao falar sobre o mercado. “O Brasil está aberto às empresas satelitais, mas elas têm de ter parceria local para os gateways terrestres. Sem isso não podem operar no país”.





