
A Rede Globo usa o carnaval como um ambiente para testar inovações que serão depois utilizadas em diversas transmissões de entretenimento e esportivas. Este ano, a empresa utilizou uma rede privativa 5G e o networking slicing de rede pública de uma operadora. A infraestrutura contou com 28 câmeras, sendo sete usando 5G, das quais duas com networking slicing para a transmissão de 21 horas de conteúdo ao vivo.
O gerente de tecnologia da Globo, Jonas Ribeiro, que participou do Telco Transformation Latam, realizado no Rio de Janeiro, nos dias 27 e 28 de agosto, conta que havia requisitos críticos desafiadores como aumento da qualidade das imagens em transmissões com mobilidade e redução da latência. A opção pela rede privativa deve-se ao fato de que a emissora queria o controle técnico total e a garantia de conectividade exclusiva.
“Em termos de latência, reduzimos em mais de dez vezes a diferença entre as câmeras fixas cabeadas e câmeras móveis, para cinco frames, o que é ótimo considerando que em um segundo temos 30 frames. A qualidade também evoluiu e quase não há diferença entre as câmeras fixas e as móveis”, diz Ribeiro.
Após a experiência, a emissora planeja usar a mesma infraestrutura em estádios e eventos esportivos de grande porte. O próximo evento será uma partida de futebol e, se depender de Ribeiro, será um jogo do Flamengo. Assista a entrevista com Jonas Ribeiro, da Globo.