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Alvo do maior ataque hacker financeiro do país, BMP é investigada por suspeita de facilitar lavagem de mais de R$ 25 bilhões

No ano passado, a instituição passou por um ataque hacker no qual denunciou ter perdido R$ 540 milhões. PF diz que BMP não fazia as comunicações obrigatórias de operações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A Polícia Federal em São Paulo realiza nesta quarta-feira (25) uma operação contra a BMP, instituições financeira investigada pela suspeita de facilitar a lavagem de dinheiro de mais de R$ 25 bilhões, incluindo recursos de organizações criminosas. A instituição é a mesma que sofreu um ataque hacker onde perdeu R$ 541 milhões, por meio de 166 transações feitas por Pix, na madrugada do dia 30 de junho de 2025. Dias depois, a instituição financeira afirmou ter conseguido recuperar a quantia de R$ 18,7 milhões.

Segundo a PF, a BMP, embora regularmente autorizada a operar pelo Banco Central do Brasil, deixava de informar a identificação de seus clientes ao órgão regulador. Essa omissão permitia que seus clientes fossem “blindados” contra quebras de sigilo bancário e de bloqueios judiciais, dificultando a repressão a atividades ilícitas.

A Polícia Federal apontou ainda que a instituição não fazia as comunicações obrigatórias de operações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o que teria contribuído para a ocultação da origem ilícita dos valores movimentados. São cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da instituição e nos endereços do presidente da empresa e do responsável pelo setor de compliance. As ordens judiciais são da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, omissão de informações ao órgão regulador e lavagem de capitais. A operação, batizada de Cliente Fantasma, é um desdobramento de outras operações em 2024 voltadas ao combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.

Alvo da ação policial, a BMP informou que “está colaborando integralmente com as autoridades e prestando todos os esclarecimentos necessários, fornecendo todas as informações sobre as operações antigas de ex-clientes que foram objeto de apuração. A companhia segue com a operação dos seus produtos normalmente”.


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