Apple perde US$ 250 bilhões por conta do tarifaço e Trump ainda decide o que vai fazer com semicondutores
Mercado aguarda o que vai acontecer com os semicondutores, isentos até o momento das novas tarifas. Hoje o iPhone tem mais de 90% da sua fabricação na China.

A Apple perdeu mais de US$ 250 bilhões em valor de mercado nesta quinta-feira (3), tornando-se uma das maiores vítimas de Wall Street da blitz tarifária de Donald Trump, apesar dos esforços do executivo-chefe Tim Cook para cortejar o novo presidente dos Estados Unidos. As ações da fabricante do iPhone caíram até 8,5% na abertura do pregão em Nova York na quinta-feira, o suficiente para reduzir sua capitalização de mercado de US$ 3,37 trilhões para US$ 3,12 trilhões.
Trump atingiu todos os maiores fornecedores e centros de fabricação da Apple na Ásia, incluindo China, Taiwan, Índia e Vietnã, com enormes novas tarifas sobre produtos importados para os EUA.
A fabricante do iPhone tem mais de 90% de sua fabricação na China, que deve enfrentar tarifas combinadas de pelo menos 54% sobre as importações para os EUA. Vietnã e Índia, que produzem um número crescente de produtos da Apple, incluindo iPhones, AirPods e Watches, enfrentam tarifas “recíprocas” de 46% e 26%, respectivamente.
Até o momento os semicondutores estão isentos das novas tarifas, o que pode proteger a Apple, que é cliente da gigante fabricante de chips Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), de um imposto “recíproco” de 32% sobre a nação insular.
Analistas da TD Cowen estimam que as vendas nos EUA representam quase um terço das receitas totais da Apple, das quais cerca de três quartos vêm de produtos de hardware. O iPhone sozinho representa quase dois terços das receitas de hardware dos EUA, adicionaram os analistas.