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B2B cresce e Vivo avança ainda mais para ser uma empresa de TI

Serviços digitais já representam 10,1% da receita total da operadora. Computação em nuvem, por exemplo, cresceu três dígitos. "Temos dinheiro em caixa para ir às compras, como já fizemos", revelou o presidente da Vivo, Christian Gebara.

Ser uma TechCo, ou uma empresa de TI, é estratégia da Vivo e os negócios digitais avançam de forma considerável na receita da operadora. Em 2024, responderam por 10,1%, ou R$ 4,1 bilhões de faturamento, com 7,3% da receita vindo do B2B com serviços de cloud, Internet das Coisas, aluguel de TI e cibersegurança. Aliás, computação em nuvem registrou um crescimento de 32,6%, já contabilizando a incorporação da Ipnet, especializada em Google, comprada por R$ 230 milhões.

Com R$ 6,7 bilhões em caixa, a Vivo admite que mira novas aquisições e o mercado B2B segue no radar. “Estamos olhando todas as oportunidades possíveis”, sustentou Gebara. Vale lembrar que nos últimos três anos, a operadora adquiriu duas empresas no segmento de tecnologia da informação e uma de serviços de saúde por um total estimado em até R$ 410 milhões.

A operadora também quer expandir em fibra, especialmente após ter conseguido finalizar o acordo com TCU, Anatel, AGU e Ministério das Comunicações para a migração de concessão para autorização na telefonia fixa. O acerto significará um investimento de R$ 4,5 bilhões, em um prazo de 20 anos.

Gebara diz que as primeiras intervenções já começam em 2025, uma delas, a migração de 1,2 milhão de clientes que ainda usam cobre para a fibra, mas o executivo preferiu não dar maiores detalhes. “Vamos ser mais transparentes mais à frente. Queremos assinar o acordo para anunciar nossos planos”.

Na expansão da fibra, Gebara não descarta uma aquisição, mas diz que, até o momento, não apareceu nenhum negócio atraente para a Vivo. Ele comemora ter chegado a 29,1 milhões de domicílios cobertos, superando a meta estabelecida. “Sabemos que há muito por crescer e vamos. Será por conta própria, será pela Fibrasil, será pelo aluguel de rede neutra de terceiros, será pela compra se aparecer o ativo, mas vamos investir”, destacou Gebara.


5G

A Vivo está presente com 5G em 504 municípios é há intenção de ampliar a cobertura, mas o presidente da Vivo, Christian Gebara, diz que é preciso expandir a base de smartphones 5G. Ele revelou que 99% dos smartphones vendidos nas lojas da Vivo são 5G – com custo inicial de R$ 1000 – mas observa que na base da Vivo, o percentual ainda está em torno de 20%. “Isso mostra que há muito por crescer. Não é só uma questão de ter cobertura. Mas temos de ter o smartphone com um custo compatível. Há muita tributação. Não podemos esquecer que o smartphone é um habilitador da inclusão digital”, ressalta.

Resultados

A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, registrou lucro líquido de R$ 5,54 bilhões em 2024, alta de 10,3% ante o apurado no ano anterior, de acordo com balanço financeiro divulgado na noite desta terça-feira, 25. No quarto trimestre, o lucro cresceu 10,1%, somando R$ 1,76 bilhão. Os investimentos totalizaram R$ 9,16 bilhões em 2024 (+2,3%), dos quais 85% (R$ 7,8 bilhões) foram para rede e os demais 15% (R$ 1,36 bilhão) para TI e sistemas de informação. Já a remuneração para acionistas totalizou R$ 5,8 bilhões, um incremento de 22,1%.

A receita líquida do serviço móvel chegou a R$ 36 bilhões em 2024, alta de 8,4%. No quarto trimestre, houve avanço de 7%, para R$ 9,2 bilhões.

Os resultados foram impulsionados pelo pós-pago, modalidade em que a Vivo encerrou o ano passado com 66,5 milhões de assinantes e R$ 30 bilhões em faturamento (+10,1%) – só no quarto trimestre a receita somou R$ 7,75 bilhões (+9,1%).

Ainda no segmento móvel, a receita de aparelhos e eletrônicos, incluindo smartphones e dispositivos de casa conectada, teve avanço de 8% no ano passado, alcançando R$ 3,73 bilhões – no quarto trimestre, a alta foi de 13% (R$ 1,17 bilhão).

A Vivo também expandiu as receitas por meio do serviço de banda larga via fibra óptica. O faturamento do FTTH chegou a R$ 7 bilhões em 2024, alta de 14,5%. No trimestre de outubro a dezembro, o negócio cresceu 12,4%, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, gerando receitas de R$ 1,82 bilhão.

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