Brasil é ativo estratégico na proposta de compra da Telecom Itália, dona da TIM, pela Poste Italiane por 10,8 bilhões de euros
Empresa, que equivale aos Correios no Brasil, quer os ativos de rede fixa e móvel e infraestrutura de cloud e data centers para serviços soberanos. Telecom Itália vai avaliar a proposta.

A Poste Italiane (equivalente italiana aos Correios no Brasil) apresentou neste domingo, 22 de março de 2026, uma oferta de aquisição integral e troca de ações da Telecom Italia S.p.A., em uma transação avaliada em 10,8 bilhões de euros. A operação prevê a aquisição da totalidade do capital da companhia e a posterior retirada das ações da Telecom Italia da bolsa Euronext Milan.
Segundo a proposta, o pagamento aos acionistas da Telecom Italia será composto por 0,167 euro em dinheiro por ação e por 0,0218 ação ordinária nova da Poste Italiane para cada ação da TIM entregue na oferta. A companhia afirma que a proposta representa uma valorização de 0,635 euro por ação, com prêmio de 9,01% sobre o preço oficial de fechamento de 20 de março de 2026.
A conclusão da operação está condicionada às autorizações regulatórias e às demais condições que serão detalhadas no documento da oferta. O fechamento é esperado pela Poste até o fim de 2026.
No comunicado, a Poste Italiane destaca que a presença internacional da Telecom Italia inclui, em especial, o mercado brasileiro de telecomunicações. A empresa afirma que o Brasil é caracterizado por “elevada rentabilidade” e “significativa geração de caixa”, além de representar hoje um pilar estratégico relevante para a TIM.
De acordo com a Poste Italiane, o grupo combinado teria receita agregada de cerca de 26,9 bilhões de euros, EBIT pró-forma de aproximadamente 4,8 bilhões de euros e mais de 150 mil empregados.
A Poste Italiane afirma que a operação adicionaria à sua plataforma três ativos considerados centrais: uma rede fixa e móvel de escala nacional, presença em infraestrutura de cloud e data centers, e capacidade de ofertar conectividade segura e soberana.
O comunicado também informa que a integração com a TIM é apresentada como continuidade de uma aproximação iniciada após a entrada da Poste no capital da operadora, em fevereiro de 2025. Entre as iniciativas já citadas pela companhia estão a assinatura de contrato de MVNO, parceria no segmento de energia e produtos de seguros de proteção, além de outros projetos em desenvolvimento.





