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Crimes cibernéticos: “Empresas não paguem resgate. Façam redundância offline”

A recomendação foi feita pelo Diretor da Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos, Luiz Lima Ramos Filho. "O estelionatário virtual se aproveita da nossa impaciência digital", adverte.

As empresas atacadas que tiveram seus dados roubados não devem pagar resgate aos hackers, afirmou em entrevista ao Convergência Digital, o diretor da Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos, Luiz Lima Ramos Filho. “Se preocupem a fazer uma redundância offline para resgatar os dados o quanto antes e denunciem o ataque à polícia. Não se isentem”, frisou o especialista.

Ramos Filho observou que o estelionatário virtual se aproveita da impaciência digital. “Nós estamos fazendo tudo pelo digital. E falta cuidado, os estelionatários se aproveitam da absorção pelo digital seja na pessoa física seja em uma empresa”, relatou. Ramos Filho participou do Tech Gov Fórum RJ, nesta terça-feira, 124/3, evento organizado pela Network Eventos.

A Divisão de combate aos crimes cibernéticos do Rio de Janeiro foi criada no ano 2000 e mudou muito o seu perfil ao longo dessas duas décadas e meia. “Os conflitos iniciais eram de ofensas. Hoje há muito roubo, muita ameaça e temos o uso cada vez maior da inteligência artificial”, assinala Ramos Filho. Segundo ele, hoje a IA enfrenta a IA. “A IA dos bandidos é combatida pela IA dos órgãos de segurança. Os criminosos virtuais estão cada vez mais profissionais. Nós somos presas e os predadores estão na Internet. E não é neurose. Tomem cuidado o tempo todo”, recomenda. Assista a entrevista com o diretor da Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos, Luiz Lima Ramos Filho.

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