
Os rumores sobre uma possível compra da GlobalStar pela SpaceX voltaram a crescer no mercado satelital, conforme revela reportagem do Mobile World Live. Se acontecer, observa o analista Tim Farrar, vai deflagrar uma reestruturação efetiva no mercado de D2D, que á comunicação direta com dispositivos. O primeiro rumor aconteceu em outubro do ano passado, e agora, tem tudo para acontecer.
“Entendo que o processo de venda iniciado em outubro chegará ao fim e que a Globalstar será vendida por um valor próximo ao preço pedido por Jay, de US$ 10 bilhões”, declarou Farrar.Segundo ele, a Amazon, de Jeff Bezos, era a favorita, mas os rumores dão conta que a SpaceX fez uma contraproposta para assegurar o domínio da Starlink no setor de satélites.
Se realmente a GlobalStar ficar com a SpaceX, a Amazon vai ter problemas, uma vez que já enfrenta forte pressão competitiva da Starlink no mercado de banda larga, “e uma compra da Globalstar pela Starlink bloquearia outra oportunidade para a Amazon ampliar seu alcance e igualar a oferta D2D da Starlink”.
O senão para a SpaceX é a questão do espectro junto aos órgãos reguladores internacionais. “Eles podem decidir que com o controle do MSS da GlobalStar, a Starlink não precisaria ter direitos adicionais do MSS de 2GHz comprado da EchoStar”, pondera Farrar.
Apple
O que fica menos claro ness transação o destino da constelação C-3 da Globalstar, uma rede LEO de terceira geração. A Apple tem um contrato de longo prazo com a Globalstar para suas capacidades de satélite, tendo fechado um acordo de US$ 1,1 bilhão com a provedora em 2024.
No início do ano passado, a Globalstar firmou uma extensão de contrato de CAD 1,1 bilhão (US$ 767,1 milhões) com a MDA Space para expandir sua constelação LEO.
“A Apple continuaria pagando à Starlink centenas de milhões de dólares por ano para manter a conectividade nos iPhones existentes? A constelação C-3 ainda seria concluída, especialmente se a MDA levar mais dois anos ou mais, período em que a Starlink poderá ter sua própria constelação Starlink Mobile de próxima geração em órbita?”, questionou Tim Farrar.





