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Empresas ambicionam mais IA no dia a dia, mas admitem que falta infraestrutura de TI

Pesquisa da Nutanix mostra ainda que boa parte das companhias nacionais não sabe como definir orçamento e retorno de investimento para IA. Os silos de dados e o medo de começar do zero também assustam.

Uma pesquisa feita pela Nutanix globalmente, onde 100 profissionais de TI do Brasil foram ouvidos, destaca que embora 100% dos entrevistados brasileiros digam que têm inteligência artificial nas suas prioridades, apenas 50% admitiram que estão em processo de implementação, enquanto 42% afirmam que ainda não iniciaram a implementação — uma diferença de 10 pontos percentuais uma vez que a média global é de 32%.

O diretor de Engenharia América Latina, Leandro Lopes, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 20/3, diz que o estudo aponta que definir estratégia está longe de significar efetiva implementação e observa que orçamento e retorno de investimento são empecilhos para o avanço do uso da Inteligência Artificial. “O maior problema é que os gestores não sabem como contabilizar o ROI. IA foi abraçada pelo conselho diretor e é investimento, e não gasto. Isso faz diferença, mas ainda há barreiras para serem superadas”, observou.

O levantamento da Nutanix enumera os desafios das empresas brasileiras com relação ao uso da IA generativa:

O desafio n° 1 das empresas brasileiras quando se trata da utilização da GenAI, são as preocupações com privacidade e segurança (55%) do uso de LLMs (Large Language Models) com dados confidenciais da empresa.

O desafio nº 2 é a complexidade e a falta de experiência necessária (31%) para construir ambientes GenAI do zero.


94% dos entrevistados do Brasil concordam que a GenAI está mudando as prioridades de suas organizações, com segurança e privacidade sendo uma preocupação primária.

70% dos entrevistados do Brasil acreditam que dimensionar as cargas de trabalho da GenAI do desenvolvimento para a produção será um desafio, dada à infraestrutura de TI existente.
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75% dos entrevistados do Brasil simplesmente acreditam que a adoção da GenAI será um desafio para suas organizações, número maior do que a média global de 68%.

A visão brasileira sobre os ganhos financeiros da GenAI é positiva. 78% dos entrevistados esperam um retorno positivo sobre os investimentos (ROI) nos próximos três anos, uma taxa maior que seus pares nas Américas que é de 67%. Porém, 98% listaram obstáculos significativos na escalabilidade de workloads de GenAI. Entraves como integração com a infraestrutura de TI existente (70%), custo de propriedade e visibilidade do ROI (54%), falta de habilidades para implantar e operar IA (48%), desafios regulatórios e de conformidade (48%) e recursos computacionais limitados (38%).

Ao serem perguntados sobre os desafios específicos que decisores enfrentam em relação à conteinerização de aplicações e ao gerenciamento de contêineres, os resultados indicam que 91% das empresas brasileiras sentem que sua infraestrutura de TI atual requer melhorias para dar suporte total a aplicações e contêineres nativos da nuvem. A pesquisa indica que 81% dos respondentes veem barreiras em silos de dados, sistemas isolados de armazenamento que impedem o acesso e o compartilhamento contínuos entre diferentes partes da organização.

Aqui, destaca Leandro Lopes, da Nutanix, muitas empresas temem os custos invisíveis da nuvem e da IA na nuvem pública. “A tarifação assusta, já que estamos falando de dados”, reforça. “A hiperconvergência é o DNA da Nutanix, mas, hoje, entregamos uma plataforma para os clientes. Isso significa que a IA pode ser enxergado como um novo workload, como uma nova carga de trabalho e de forma transparente. Um exemplo é o Detran do Distrito Federal. Eles instalaram infraestrutura de IA em um dia”, completou o diretor de engenharia da América Latina.

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