Mercado

Entidades de TIC apelam ao Senado e ao Confaz pelo Redata e pela redução do ICMS para equipamentos em data centers

O Brasil tem um senso de urgência e tem de destravar os investimentos para não perder posição estratégica na economia digital.

As principais entidades de TIC, entre elas, Brasscom, Abranet, ABEPTIC, ABES, TelComp, ABCD, assinaram um manifesto para reforçar o senso de urgência para a aprovação do Redata e para a redução do ICMS cobrado sobre equipamentos voltados para data centers. NO documento, as entidades advertem: o Brasil precisa destravar as condições de investimentos o quanto antes para não perder espaço estratégico na economia digital.

Elas também fazem um apelo- também em forma de manifesto – ao Senado Federal. Nele, elas lembram aos senadores que “o tempo do Senado não é neutro. Quando as decisões estruturantes são postergadas, o País fica no atraso e na dependência tecnológica. A ausência do marco legal para a redução dos impostos para os equipamentos de Data Centers impede a atração de investimentos robustos, não fomenta a pesquisa e a inovação, fragilizando a soberania nacional”.

As entidades pedem ao presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre, paute e o colegiado vote a matéria em prazo compatível e célere, dada a sua relevância. O Senado Federal tem a oportunidade — e a obrigação — de entregar ao País um marco que una visão estratégica e dinamismo econômico em bases digitais.

“Aprovar o Redata é optar por um Brasil que governa olhando para o futuro, que reduz as desigualdades com inteligência e incentiva setores estratégicos. Pedimos que Vossas Excelências assumam publicamente esta responsabilidade e conduzam a aprovação do Redata com a urgência que a realidade exige.”

O Convergência Digital publica a íntegra do manifesto das entidades de TIC:


Este manifesto reúne vozes de diferentes setores — ciência e tecnologia, empresas, setor público, terceiro setor e cidadania organizada — para afirmar, com franqueza e senso de urgência: o Brasil precisa destravar, agora, as condições para atrair investimentos em infraestrutura digital e ampliar sua autonomia computacional. Isso exige (i) a aprovação tempestiva do REDATA, e (ii) a construção de um ambiente federativo coordenado que assegure competitividade tributária para investimentos em Data Centers, com a redução do ICMS sobre equipamentos.

Diagnóstico: Data Centers como infraestrutura estratégica

A economia digital ampliou de forma estrutural o papel dos Data Centers como base do funcionamento de serviços digitais, aplicações em nuvem, processamento e armazenamento de dados e soluções avançadas de tecnologia. Essa infraestrutura influencia diretamente a competitividade sistêmica dos países.

No Brasil, há um potencial concreto de atração de US$ 92 bilhões em investimentos em infraestrutura e equipamentos de Data Centers até 2031. Trata se de uma oportunidade para adensar a cadeia produtiva digital, gerar empregos qualificados, reduzir o déficit da balança comercial de serviços de computação e informação e fortalecer a autonomia digital.

Apesar desse potencial, o país enfrenta uma desvantagem estrutural relevante: o custo de implantação. O CAPEX de um Data Center de grande porte (100 MW) no Brasil é, em média, 34% superior ao observado nos Estados Unidos, diferença explicada pela carga tributária sobre bens de capital de tecnologia. Nesse contexto, o ICMS representa cerca de 64% deste total.

Do CONFAZ: convênio para redução do ICMS

Sem uma decisão coordenada, o Brasil corre o risco de perder investimentos estratégicos para regiões mais competitivas. A aprovação de convênio no âmbito do CONFAZ para redução do ICMS incidente sobre bens de tecnologia da informação destinados a investimentos em Data Centers é decisiva para captar investimentos, reduzir dependência externa em capacidade computacional e fortalecer a posição do país na economia digital global.

Conclamamos os senhores membros do CONFAZ a atuarem com coordenação e tempestividade. O Brasil não pode adiar decisões estruturantes para sua competitividade e soberania digital. Contamos com o seu apoio.

ABDC – Associação Brasileira de Data Center
ABEPTIC – Associação Brasileira de Entidades Estaduais e Públicas de Tecnologia da Informação e Comunicação
ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software
ABDIB – Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base
ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos
ABINC – Associação Brasileira de Internet das Coisas
AbraCloud – Associação Brasileira de Infraestrutura e Serviços Cloud
Abranet – Associação Brasileira de Internet
ABRASECI – Associação Brasileira de Empresas e Profissionais de Segurança Cibernética
Associação Neo
BD 30+ – Associação Brasil Digital 30+
ANBC – Associação Nacional dos Bureaus de Crédito
BRASSCOM – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Tecnologias Digitais
CNI – Confederação Nacional da Indústria
Fenainfo – Federação Nacional das Empresas de Informática
TelComp – Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas

Botão Voltar ao topo