CarreiraMercado

Reajuste de TI em São Paulo: impasse marca mais uma rodada de negociação

Uma quarta rodada de negociação foi agendada para o dia 03 de fevereiro. Sindicato Patronal oferece 3,9% de reajuste salarial. Trabalhadores rejeitam.

Não houve acordo entre patrões e empregados de TI na terceira rodada de negociação, realizada no dia 29 de janeiro. Uma nova rodada está marcada para o dia 03 de fevereiro. Na prática, representantes do Sindpd-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação de São Paulo) e do Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo (Seprosp) não conseguiram alinhavar uma proposta de consenso.

O sindicato patronal manteve a proposta de 4% de reajuste, proposta recusada pelos trabalhadores. Nos pisos salariais, a proposta foi basicamente a mesma feita na 2ª rodada de negociação, com pequenos arredondamentos (variando entre 6,05% e 6,38%), aquém do desejado pelos empregados.

No Auxílio-Refeição, as divergências também continuam. O setor patronal aceitou o pagamento expresso do valor 22 dias por mês, 12 meses por ano, garantindo o pagamento do VR nas férias já em 2026, mas reduziu a proposta para R$ 31, um aumento de 3,3%, valor inferior ao próprio INPC acumulado de 2025, que foi de 3,9%. E R$32,50 para 2027.

O sindicato patronal quer ainda desindexar o valor dos Auxílios Creche e para Filhos com Deficiência do salário normativo da categoria, propondo valor abaixo do esperado – R$ 704 de Auxílio-Creche para até dois anos e R$ 616 para filhos até 6 anos e R$ 880 para Filhos com Deficiência. Propostas foram rejeitadas pelos trabalhadores.

Não houve acordo também para incluir o Day Off de aniversário na convenção de trabalho, assim como em cláusulas que tratam de fusões, de demissões em massa e da criação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para a categoria de TI em São Paulo.


Botão Voltar ao topo