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TI brasileira cresce 18,5% em 2025; bate recorde impulsionada pela forte demanda de hardware para IA

Expectativa era de um crescimento de 9,5% no ano passado e aconteceu o dobro chegando a R$ 338 bilhões, segundo dados da ABES. Mas as previsões de crescimento para 2026 são pessimistas: apenas 5,3%. "Temos um ano eleitoral e há as questões geopolíticas pesando", frisou Jorge Sukarie, da ABES.

O mercado de TI superou e muito as expectativas para o ano de 2025 ao registrar um crescimento de 18,5% – um recorde em relação aos últimos anos – contra uma previsão de 9,5% feita pela IDC, revelou estudo da Associação Brasileira de Software (ABES), divulgado nesta terça-feira, 31/3, em coletiva online. Em números, o mercado brasileiro de TI atingiu US$ 67,8 bilhões em 2025, crescimento em relação aos US$ 58,6 bilhões registrados em 2024. No mundo, TI cresceu 14,1%, quando a projeção era de um crescimento de 8,9%.

Muito desse impulso veio da área de hardware, que respondeu por 47,9% das vendas em 2025, com um crescimento de 20,6%, ou US$ 32,5 bilhões. Boa parte dos investimentos, avalia Jorge Sukarie Neto, conselheiro da ABES e responsável pelo estudo, veio da troca de base de TI e da forte demanda por inteligência artificial e data centers. O setor de software cresceu 21,4% chegando a US$ 21,7 bilhões e o de serviços cresceu 9,7%, ou US$ 13,6 bilhões.

Se 2025 foi um ano de crescimento surpreendentemente positivo – por conta da corrida da Inteligência Artificial – 2026 está cercado de pessimismo. A projeção da IDC é de um crescimento de apenas 5,3% no Brasil e de 9,7% no mundo. E as razões apontadas para a forte baixa são, no mundo, a guerra do Irã e as disputas geopolíticas, e no Brasil, o ano eleitoral, feriados e a Copa do Mundo, de acordo com a visão apurada pela IDC.

 “Torço para não ser essa queda prevista”, diz Sukarie Neto. Indagado se não ter o Redata ajuda para a projeção negativa, o executivo da ABES admite que os investimentos podem cair, mas não deixarão de ser feitos. “O Brasil podia ter muito mais com o incentivo, mas ainda teremos aportes aqui”, pontua.

O Brasil manteve a 10ª posição no ranking mundial de investimentos em TI, consolidando-se como o principal mercado emergente do setor. Na América Latina, o país ampliou sua liderança, passando de 34,7% para 38,4% de participação nos investimentos regionais, reforçando seu papel como principal polo tecnológico da região. Em TIC, o Brasil ficou com a nona posição no ranking mundial com investimentos de US$ 97 bilhões, ou R$ 500 bilhões. A pesquisa será apresentada por meio de live aberta ao público no canal do You Tube da ABES, nesta terça-feira, a partir das 8:30 da manhã.


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