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TIM: tele não confirma manter negócio de rede neutra, mas diz que contratos serão cumpridos

A aquisição do controle total da I-Systems por R$ 950 milhões vai permitir atendimento ponta a ponta ao cliente, em especial, no B2B. TIM aposta no casamento das estratégias B2B e de IoT para avançar no mercado de dados e na oferta de serviços diferenciados, informa o VP de B2B, Fábio Costa.

A TIM não confirmou se vai continuar no negócio de oferta de fibra óptica no modelo de rede neutra com a incorporação da I-Systems, que teve o controle comprado por R$ 950 milhões, mas assegurou que os contratos existentes serão cumpridos até o final.

“Vamos honrar todos os contratos, mas não sabemos se seguiremos com a oferta ou de rede neutra. Vamos cumprir todos os contratos vigentes até o final e tomaremos a nossa decisão”, afirmou o CEO, Alberto Griselli.

Indagado se a aquisição da I-Systems tinha também o diferencial do B2B, o VP da área, Fábio Costa, disse que ter o ativo de rede permite um atendimento ponta a ponta para o cliente. Mas o executivo ressaltou que no B2B, a diferença virá da V.8 Tech, comprada por R$ 280 milhões.

“Somos líderes no Brasil em Internet das Coisas e IoT é o maior coletor de dados do mundo real que se possa imaginar. A V.8 nos dá competência na governança de dados, que é o ouro da era da inteligência artificial. Também nos dá capacidade de lidar com computação em nuvem, independente do hyperscaler usado pelo cliente”, frisa Costa.


Balanço financeiro

A TIM reportou lucro líquido normalizado de R$ 4,34 bilhões em 2025, alta de 37,4% em relação ao ano anterior, de acordo com balanço financeiro do quarto trimestre de 2025. Somente no quarto trimestre, o lucro registrou expansão de 27,9%, na comparação com o mesmo período de 2024, alcançando R$ 1,34 bilhão.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) normalizado cresceu 7,5% em 2025, somando R$ 13,57 bilhões. A margem ficou em 51%, alta anual de 1,4 ponto percentual (p.p.). A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 26,62 bilhões, uma expansão de 4,6%, puxada pelo crescimento do serviço móvel, sobretudo da modalidade pós-paga.

A receita do serviço móvel avançou 4,8% no quarto trimestre e 5,4% no consolidado de 2025, totalizando R$ 24,51 bilhões. A receita do pós-pago teve alta de 11,2% no ano passado, em função da migração de clientes de pré para pós, do nível controlado de desconexões e dos reajustes anuais de preços. A receita média por usuário (ARPU, na sigla em inglês) da modalidade pós-paga foi de R$ 43,3 no quarto trimestre (+0,6%). Já a receita do serviço pré-pago teve redução de 9,3% em 2025, fechando o último trimestre do ano com ARPU de R$ 14,8.

A TIM encerrou 2025 com 61,97 milhões de usuários móveis (-0,1%). A empresa ganhou cerca de 2,5 milhões de clientes pós-pagos, com a modalidade totalizando 32,74 milhões de usuários (+8,4%). A carteira pré-paga ficou com 29,22 milhões de chips ativos (-8,3%). A rede 5G está disponível em 1.089 cidades.

A TIM informou ainda que a receita contratada dos serviços corporativos (B2B) totalizou R$ 1 bilhão no quarto trimestre de 2025. O montante tem contribuição, principalmente, dos setores de logística (38%), agrícola (37%) e utilities (20%).

A operadora fechou 2025 com 26 milhões de hectares cobertos com 4G (+33%), mais de 10 mil km de estradas cobertas com rede móvel (+83%) e mais de 472 mil pontos de iluminação pública com contratos assinados (+39%). A empresa ainda destacou que tem avançado na vertical de mineração e já conta com 569 mil veículos conectados à sua rede.

O capex (investimento) da TIM registrou ligeira baixa de 0,2% em 2025, somando R$ 4,54 bilhões. O indicador sobre a receita caiu de 17,9%, em 2024, para 17,1%, em 2025. Os investimentos em rede cresceram 0,6%, totalizando R$ 3,18 bilhões. A queda foi puxada pela redução de 2,1% em TI e outras áreas, para R$ 1,35 bilhão.

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