
O mercado corporativo sempre foi estratégico na Vivo na sua transformação em uma empresa de tecnologia, mas o desafio segue sendo fazer os clientes comprar serviços de cloud, cibersegurança, big data, IoT, mensageria e soluções de TI. Hoje a Vivo soma cerca de 1,5 milhão de clientes B2B, mas apenas 15% compram além da conectividade, os serviços digitais.
“Nosso trabalho e nossa estratégia é para fazer aumentar muito esse percentual. Nossos movimentos como a compra da unidade de cibersegurança da Telefónica Tech é para fazer os clientes comprarem serviços digitais. Temos um potencial enorme na nossa própria base. Para a Vivo, B2B sempre foi prioridade, não é um olhar recente”, pontuou o CEO da operadora, Christian Gebara, ao ser questionado pelo portal Convergência Digital sobre o rumo do B2B, em coletiva de imprensa para a divulgação dos resultados do quarto trimestre do ano passado.
De acordo com o balanço da Vivo, os novos negócios e serviços digitais B2C e B2B crescem expressivos 27,0% no ano e geram R$ 7,2 bilhões, o que representa 12,1% da receita total. No mercado corporativo, serviços de cloud, cibersegurança, big data, IoT, mensageria e soluções de TI faturaram R$ 5,3 bilhões, aumento de 29,5%. Cloud foi o principal destaque, progredindo 37,8% e ultrapassando R$ 2,6 bilhões.
“Temos mais de 5000 vendedores especializados em vender para o B2B. E temos de falar do acordo de IoT, o maior do Brasil, com a Sabesp. Estamos crescendo no agro, estamos avançando em outras verticais sempre aliando conectividade e serviços digitais. A Vivo é uma empresa de tecnologia”, adicionou Gebara.
Expansão do 5G
Com relação ao 5G, Christian Gebara reforçou que ela acontece conforme há disponibilidade de smartphones disponíveis e de ter clientes interessados. A Vivo terminou 2025 com 716 municípios cobertos com 5G, bem atrás da rival TIM, que já ultrapassou a marca de 1000 cidades. Em aparelhos 5G, a Vivo chegou a 23,1 milhões de aparelhos, ou 27,8% da base de aparelhos, número ainda considerado baixo, mas que tende a crescer ao longo de 2026.
A empresa finalizou 2025 com 116,7 milhões de acessos, sendo 103,0 milhões na rede móvel. O pós-pago registrou 70,8 milhões, alta 6,5%, garantindo a liderança nacional com market share de 40,3%. Nos três últimos meses do ano, a Vivo expande ainda mais sua base pós-paga ao inserir 930 mil acessos (ex-M2M e dongles), seja por migrações ou aquisição de novos clientes, contribuindo para manter um churn mensal em índice historicamente baixo, de 1,0%.





