Segurança

Brasil e mais 20 países notificam mais de 75 mil envolvidos em ataques de DDoS

Operação global teve 25 mandados de busca, quatro prisões e a derrubada de 53 domínios, além da apreensão de dados de 3 milhões de contas utilizadas em ataques.

Uma operação internacional coordenada por autoridades policiais de 21 países, entre eles o Brasil, resultou na identificação de mais de 75 mil usuários envolvidos em ataques cibernéticos do tipo DDoS sob demanda, além da derrubada de dezenas de domínios e prisões de suspeitos. A ação ocorreu na semana de 13 de abril de 2026 e integra a chamada Operação PowerOFF.

A ofensiva mobilizou autoridades de países da Europa, Américas, Ásia e Oceania, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Japão, em um esforço conjunto para combater serviços ilegais conhecidos como “DDoS-for-hire” ou “booter services”. Essas plataformas permitem que usuários, mesmo sem conhecimento técnico avançado, contratem ataques para derrubar sites, servidores e redes.

Durante a operação, foram enviados mais de 75 mil alertas a usuários identificados como envolvidos nas atividades criminosas, além da emissão de 25 mandados de busca, quatro prisões e a derrubada de 53 domínios associados a esses serviços. As autoridades também apreenderam bases de dados com informações de mais de 3 milhões de contas utilizadas em ataques, o que possibilitou a ampliação das investigações em escala global.

A participação brasileira ocorreu por meio da Polícia Federal, que atuou em conjunto com as demais agências internacionais no mapeamento e repressão às atividades ilegais. Segundo a Europol, os ataques DDoS continuam entre as modalidades mais disseminadas de crime cibernético, justamente pela facilidade de acesso a ferramentas ilícitas. Esses ataques têm potencial de causar prejuízos significativos a empresas e serviços digitais, incluindo marketplaces, operadoras de telecomunicações e plataformas online, ao torná-los indisponíveis para usuários legítimos.

As motivações dos envolvidos variam desde curiosidade e experimentação até objetivos mais estruturados, como extorsão, sabotagem de concorrentes e ações de hacktivismo. Em muitos casos, os ataques são direcionados a alvos regionais, o que reforça a necessidade de cooperação entre países.


Além das ações repressivas, a operação também avançou em medidas preventivas. Entre elas, estão campanhas direcionadas a jovens usuários na internet, remoção de mais de 100 links que promoviam serviços ilegais e até o envio de mensagens de alerta em redes blockchain utilizadas para pagamentos dessas atividades.

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