Tahto, empresa de call center da Oi, tem preço mínimo de R$ 130 milhões homologado pela Justiça do Rio
A juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, determinou que a Tahto permanecerá em recuperação judicial por dois anos. Nesse período, a empresa fica sujeita à fiscalização do administrador judicial.

A Justiça do Rio de Janeiro homologou o plano de recuperação judicial da Tahto, subsidiária de call center da Oi. A decisão também envolve o aditamento ao plano original e foi tomada na terça-feira, 20. A Oi divulgou o despacho decisório, por meio de fato relevante, na noite de quinta-feira, 22. A Tahto definiu o peço mínimo de R$ 130 milhões por seus ativos.
A juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, determinou que a Tahto permanecerá em recuperação judicial por dois anos. Nesse período, a empresa fica sujeita à fiscalização do administrador judicial. A magistrada também autorizou a venda do negócio como Unidade Produtiva Isolada (UPI), como forma de viabilizar a superação da crise financeira da empresa.
A decisão dispensou, por ora, a Tahto de apresentar certidões de regularidade fiscal pendentes. Contudo, os documentos devem ser entregues no prazo de 90 dias. A ausência da documentação pode levar à suspensão do processo de recuperação, ou até mesmo a convolação em falência, indicou a juíza.
Ao administrador judicial, a decisão determina a apresentação de relatórios mensais de atividades da Tahto e, a cada trimestre, um relatório de acompanhamento do cumprimento do plano. “O descumprimento de qualquer obrigação prevista no plano durante o biênio de supervisão acarretará a convolação da recuperação judicial em falência”, completouo a juíza.

