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Geração Z usa TikTok, enquanto os coroas dominam o Facebook

Pesquisa da Statista mostra que fragmentação nas redes sociais impõe disputa de nichos por faixa etária.

Uma nova pesquisa do Statista Consumer Insights ajuda a mapear um cenário cada vez mais fragmentado no consumo de redes sociais. Em um ambiente digital onde tendências do TikTok convivem com grupos no Facebook, o levantamento mostra como diferentes gerações se distribuem por plataformas, reforçando que o ecossistema das mídias sociais não está apenas evoluindo, mas se dividindo em nichos comportamentais.

Entre os mais jovens, o domínio do vídeo curto é evidente. TikTok, Instagram e YouTube lideram com ampla margem entre usuários da Geração Z, registrando índices entre 79% e 91% no período de três meses que antecedeu a entrevista, com dados coletados no segundo semestre de 2025. O Facebook aparece em quarto lugar, com 77%, ligeiramente à frente do Snapchat, que alcançou 72% no grupo, embora a pesquisa não detalhe a frequência de uso. Além do volume, os jovens tendem a adotar uma cesta mais ampla de plataformas, o que indica uma relação mais exploratória e dinâmica com a comunicação online.

O comportamento se inverte entre aqueles nascidos antes de 1995, que incluem Millennials, Geração X e Baby Boomers. Para esses grupos, o Facebook permanece como o principal ponto de encontro digital, com índices entre 88% e 89% de usuários no trimestre analisado. Apenas entre os Millennials o YouTube aparece em nível semelhante, com 90%, evidenciando sua consolidação como canal universal para consumo de vídeo.

A pesquisa também mostra que YouTube e Instagram continuam avançando entre usuários mais velhos, com taxas que chegam a 80% no caso dos Millennials e oscilam na faixa de 40% a 70% entre Gen X e boomers até o fim de 2025. Já o fosso geracional é mais evidente nas plataformas de comunicação visual instantânea, como TikTok e Snapchat. Entre Gen Z e Millennials, essas redes atingem de 62% a 79% de usuários, enquanto entre o público acima de 45 anos a presença cai significativamente para um patamar entre 11% e 46%.

Os resultados indicam que o mercado de redes sociais não é um espaço homogêneo, mas um mosaico de públicos com interesses, ritmos de uso e formatos preferidos distintos. No curto prazo, essa fragmentação deve impor desafios para marcas, campanhas políticas e meios de comunicação que procuram alcançar públicos intergeracionais com mensagens unificadas. No longo prazo, indica que a disputa entre plataformas não será apenas por audiência, mas por relevância dentro de grupos etários cada vez mais específicos.


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