Anatel descarta leilão de 450 Mhz em 2026; Baigorri defende teles com faixa de 850 Mhz e espera aprovar consulta pública do 6GHz em março
"Pelos movimentos que estamos vendo, não vai acontecer certame esse ano para o 450 Mhz", afirmou o presidente da agência, Carlos Baigorri.


O leilão da faixa de 450 Mhz previsto na agenda regulatória para 2026 não vai acontecer este ano, projetou o presidente da Anatel, Carlos Baigorri. Ele também defendeu que a faixa de 850 Mhz fique com as teles. Baigorri participou de coletiva de imprensa em Barcelona, no MWC 2026.
O leilão só ocorre com edital submetido à consulta pública e ao crivo do Tribunal de Contas da União (TCU), passos improváveis de serem concluídos até dezembro. As empresas de energia são contra o leilão porque estão usando a faixa para fazer redes privativas.
Já a faixa de 850 Mhz, a Anatel diz que a faixa tinha de ficar com a teles, sendo feito um refarming que criaria uma faixa de 10 + 10 Mhz nova para interessados. A solução será apresentada ao Tribunal de Contas da União. “Antecipando o meu voto. Sou a favor de as teles ficarem usando a faixa”, reiterou Baigorri.
Com relação ao 6GHz, Baigorri insiste que os 500 MHz dedicados aos provedores Internet já estão liberados desde 2020. “Eles têm de ter a intenção de comprar equipamentos para usar a faixa”, observa. A expectativa é de que o conselheiro Alexandre Freire apresente o seu texto de minuta da consulta pública para o edital do 6GHz, referente aos 700 Mhz reservados às teles, no dia 12 de março.
“Tenho dito que espero de presente de aniversário que o conselheiro Freire apresente a sua minuta para a aprovação do Conselho Diretor na reunião do dia 12 de março. Assim podemos marcar a consulta pública. O leilão foi adiado, mas a consulta pública tem de acontecer ainda em 2026”, afirmou o presidente da Anatel.
Ana Paula Lobo viajou ao MWC 2026 a convite da Huawei Brasil





