Pietro Labriola, da TIM: Conflitar com os hyperscalers é um erro para as teles na era da IA
Soberania digital exige saber quem tem a obrigação de garantir a conformidade: os hyperscalers ou os países. "O certo é que a IA não funciona sem nuvem e sem conectividade. É um ecossistema onde todos têm direitos e obrigações", afirmou.


Ao se apresentar no Mobile World Congress 2026, o CEO da TIM, Pietro Labriola, que já comandou as operações da TIM Brasil, mandou um recado: teles móveis não devem entrar em conflito com os hyperscalers, mas têm a missão de encontrar maneiras diferentes de competir pelos serviços digitais. “Fazemos parte de um mesmo ecossistema. Somos da mesma cadeia alimentar, temos de encontrar cada um o seu nicho”, afirmou.
Labriola enfatizou o discurso que reinou no MWC 2026: a Inteligência Artificial não funciona sem a nuvem e sem a conectividade. “Sei que é complexo, mas temos de entender cada qual na sua missão para gerenciar o sistema digital”, adicionou.
A soberania digital é um tema relevante nesse encontro de conta com os atores do ecossistema digital. Segundo Labriola, é importante entender quais leis se aplicam e quem é responsável por garantir a conformidade: os hyperscalers ou os países.
“Quando falamos de dados, é realmente importante definir onde eles estão localizados, mas também é importante entender qual jurisdição está impulsionando essa atividade”, reforçou. No mundo hiperconectado, a soberania operacional precisa de regras claras para cada ator. “É preciso saber quem vai gerenciar cada tipo de serviço estejam eles na nuvem ou na IA. Compreender cada função é essencial para o negócio dar certo”, completou.





