

Os tokens vão chegar para valer nas redes de telecomunicações com a era da Inteligência Artificial. Tanto que dois executivos do setor usaram seus espaços para falar sobre eles no MWC 2026, que acontece em Barcelona.
Para o CEO da Nokia, Justin Hotard, hoje o tráfego já é muito dinâmico, mas ficará ainda mais com a IA. “Não se trata de voz, não se trata de dados, não se trata de vídeo, trata-se de algo novo, que é o token. E, em última análise, o tráfego é impulsionado por tokens, não por fluxos de dados”, afirmou o executivo.
Ele observou que o tráfego tradicional – voz, dados e vídeo – é bastante linear, mas a Inteligência Artificial muda tudo. “O tráfego que modelamos nas redes hoje e o tráfego que capturamos das redes hoje é completamente diferente. É intermitente, dinâmico e, às vezes, limitado pela capacidade de uplink”, disse.
“As redes nativas de IA terão o desempenho, a capacidade e a largura de banda para suportar vídeo, dados e, claro, voz. Essa é a mudança arquitetônica necessária para receber o token necessário e tomara as decisões necessárias. Essa mudança será estrutural e exigirá muito das teles”, reforçou.
Os tokens também ganharam atenção do CIO da indiana Jio Platforms, Mathew Oommen. Ele foi taxativo: a disrupção da inteligência artificial passa pela mudança de foco das tarifas de dados para a tokenização. “Algumas operadoras abraçarão o futuro e terão sucesso. Outras terão dificuldades”, advertiu.
Ele lembrou que mais de US$ 3 trilhões estão sendo destinados à Inteligência Artificial em 2026, mas quase US$ 1 bilhão vindo de alguns poucos hyperscalers. “A grande questão é que a IA não é apenas um ciclo de atualização de rede. Ela reformula o modelo de como fazer negócio das operadoras. É aqui que o setor tem de trabalhar muito”, completou.
*Com informações do Mobile World Live





