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Huawei abraça o Open Source para avançar IA Computing na disputa com Nvidia

As operadoras terão de se preparar para a IA agêntica não apenas para vender serviços aos seus clientes, mas na gestão das redes. "Se até agora a IA era passiva, agora, ela é a IA agêntica, grande consumidora de recursos de rede", diz o diretor de Marketing da Huawei, Carlos Roseiro.

A Huawei aproveitou o Mobile World Congress 2026, realizado em Barcelona, de 2 a 5 de março, para passar mensagens ao mercado mundial. Ao falar em ‘Advancing All Intelligence”, a fabricante jogou suas fichas na Inteligência Artificial agêntica como transformadora dos negócios. Ao mesmo tempo, foi à luta: apresentou o SuperPod 950, o equipamento que chega ao mercado como uma resposta competitiva ao poderio da Nvidia na IA computing.

“A IA agêntica é consumidora de recursos de redes. Nossa resposta é a IA computing. As redes têm de evoluir porque o uplink ganha prioridade”, explica o diretor de Marketing da Huawei, Carlos Roseiro, em entrevista exclusiva ao portal Convergência Digital, durante o MWC 2026. Roseiro lembra que, até agora, a IA era passiva, mas já se tornou IA agêntica, onde as intenções são definidas e a IA tem de agir para atingir os objetivos desejados.

“O jogo mudou. E a IA Agêntica não é só B2B. Ela pode ser usada no B2C ao mesmo tempo. Ela vai gerar bilhões de novos consumidores de recursos de rede. As teles terão de investir pesado para gerir suas redes e para oferecer serviços”, destaca Roseiro. Ser a opção de IA computing para o mundo é o grande recado da Huawei no MWC 2026. A disputa com a Nvidia está posta à mesa e a batalha vai ser travada no mercado de data center.

O grande protagonista desse embate é o SuperPod 950, que chega para venda no último trimestre deste ano. “O SuperPod é escalável e permite integração e como temos um protocolo de comunicação nós permitimos a comunicação entre eles. Esse é um diferencial que só nós temos e que que se alia à gestão das operadoras”, explica o diretor de Marketing da Huawei.

O MWC 2026 também serviu para entender que a Huawei abraçou o Open Source. A ideia é que todas as linguagens de IA se falem por meio de protocolo e padronização. Tanto é verdade que o open source ganhou escala que a Huawei está trabalhando para desenvolver um padrão específico. Para isso, transformou o seu LLM Pangu, que estava sendo treinado para aplicações de mercado, em uma LLM para as operadoras construírem seus gêmeos digitais, com as linguagens disponíveis e interoperáveis.


Assista a entrevista com Carlos Roseiro, diretor de Marketing da Huawei, sobre o impacto da IA Agêntica no Brasil e no mundo.

Ana Paula Lobo viajou ao MWC 2026 a convite da Huawei Brasil

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