
As entidades sindicais FENATTEL, FITRATELP E FITTLIVRE encaminharam uma carta ao administrador judicial da Oi, Bruno Rezende, para reivindicar uma audiência – em caráter de urgência – com o argumento do agravamento da situação dos trabalhadores, que reclamam da falta de comunicação clara e definição efetiva sobre o futuro da Oi, o que causa profunda insegurança e constrangimento aos empregados e empregadas que permanecem na operadora.
Acusando paralisia operacional e cenário de incerteza, as entidades sindicais destacam no documento os seguintes pontos inadiáveis, que precisam ser endereçados imediatamente, especialmente por envolverem a saúde de centenas de pessoas com longo tempo de casa e idade avançada:
1.Desligamento Digno e Incentivado
Encerramento da Ociosidade Forçada: É imperativo cessar a situação humilhante de centenas de empregados e empregadas que permanecem em casa sem função produtiva, o que se configura como uma forma de tortura emocional após anos de dedicação.
Programa de Incentivo ao Desligamento (PDI/PDV): A retomada de um programa de incentivo nos moldes dos realizados anteriormente, como forma de desligar dignamente aqueles que ficaram sem atividades, reconhecendo os serviços prestados e garantindo a manutenção plena de seus direitos trabalhistas.
Pagamento Integral e Imediato: É dever da intervenção promover o desligamento célere de todos os que estão ociosos, com a garantia do pagamento integral das verbas rescisórias e obrigações sociais. Não aceitamos que, na eventual falência da Companhia, a legislação específica seja aplicada de forma a desassistir essas centenas de pessoas que esperam, no mínimo, um tratamento digno, respeitoso e justo em relação ao seu histórico na empresa.
Resultados, Acordos e Operação
Aferição do Placar 2025: Solicitam a apresentação oficial dos resultados do exercício e a devida aferição do acordo coletivo de resultados (Placar), bem como a definição da data de pagamento, caso haja premiação.
Infraestrutura e UPI: Buscam esclarecimentos sobre a inserção da nova UPI voltada aos serviços de três dígitos e telefonia fixa, considerando a operação ativa em mais de 6 mil localidades.
Perspectivas Futuras: É fundamental que a Administração Judicial apresente o planejamento para os próximos meses, visando dar o mínimo de previsibilidade ao corpo funcional. Questionamos: é intenção do interventor prosseguir com o processo de falência ou entende-se haver viabilidade para algum aspecto de continuidade?
Atualização sobre Ativos e Gestão de Passivos
Leilão da V.tal e Imóveis: Pedem um posicionamento atual sobre o leilão das ações da V.tal e a venda dos imóveis da massa falida.
Oi Soluções: Solicitam que seja apresentado o planejamento para a estrutura de clientes, contratos B2B e a equipe de colaboradores desta unidade.
Venda da Tahto e Passivo da SEREDE: Solicitam o status da venda da Tahto e a solução para o passivo trabalhista da SEREDE, bem como a regularização dos pagamentos em aberto para trabalhadores e trabalhadoras de empresas terceirizadas.
Direitos Pendentes e Previdência
Verbas Rescisórias: Pagamento imediato das verbas rescisórias devidas aos ex-empregados e empregadas da SEREDE.
Fundação Atlântico: É mandatório debater o débito da Oi junto à Fundação e garantir que a adquirente da operação assuma o patrocínio, protegendo as reservas dos participantes.
Ao fim da carta, as entidades sindicais reportam que “a manutenção de um ambiente de trabalho de alta toxicidade afeta a saúde de milhares de pessoas. A administração Judicial deve zelar pelo princípio da dignidade da pessoa humana e pelo caráter alimentar das verbas trabalhistas. Infelizmente, o que estamos presenciando na Oi atualmente são situações análogas àquelas que já vimos acontecer em uma série de denúncias que chegaram à OIT (Organização Internacional do Trabalho).” e cobram a realização da audiência o mais rápido possível.



