
A plataforma Comprei, utilizada para a venda eletrônica de ativos da União, gerou R$ 3,6 bilhões em receita para o governo federal em 2025, valor que representa um crescimento de 169% em relação a 2024. O sistema foi desenvolvido e é mantido pela Dataprev para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e tem como objetivo ampliar a transparência, a eficiência administrativa e a arrecadação pública por meio da digitalização dos processos de venda de bens e negociação de dívidas.
De acordo com a Apresentação de Resultados de 2025 divulgada pela PGFN, cerca de R$ 3,36 bilhões do total arrecadado foram provenientes de dívidas negociadas ou pagas, enquanto R$ 318,31 milhões vieram da venda de bens disponibilizados por órgãos federais na plataforma.
Os dados também indicam o aumento do uso da ferramenta. Em 2025, o sistema registrou 6,16 milhões de visitas e conta atualmente com 14,8 mil compradores cadastrados. A plataforma é utilizada pelas seis unidades regionais da PGFN, permitindo que órgãos federais realizem processos de venda de ativos de forma totalmente digital.
A iniciativa busca simplificar procedimentos administrativos e ampliar o alcance das ofertas para potenciais compradores em todo o país. Com isso, ativos antes ociosos podem ser convertidos em receita para os cofres públicos.
O Comprei integra o portfólio de produtos considerados de missão crítica da Dataprev, em razão do papel desempenhado na recuperação de créditos e no apoio às atividades da PGFN. A solução também contribui para a modernização do processo de cobrança fiscal ao oferecer um ambiente digital mais ágil e simplificado para negociação e alienação de bens.
Segundo Carla Viana, líder de equipe da Divisão de Produtos de Cobrança e Recuperação de Créditos da empresa, a digitalização dessas operações amplia a eficiência e o controle sobre os processos. “Além de fortalecer a governança e a rastreabilidade das operações, o Comprei também contribui para otimizar o uso de recursos públicos, ao transformar bens que antes estavam ociosos em receita para os cofres da União”, afirma.



