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TIM ativa 5G na estação Antártica Comandante Ferraz

Rede de quinta geração vai impulsionar estudos brasileiros sobre os efeitos do aquecimento global. A estação reúne 17 laboratórios que apoiam a pesquisa brasileira no continente.

No Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas (16/3), a TIM anuncia a ativação do 5G na Antártica, ampliando o suporte à pesquisa científica brasileira. A tecnologia acelera estudos essenciais sobre as transformações no clima e seus efeitos no futuro do planeta. Na Estação Antártica Comandante Ferraz, há 27 pesquisas dedicadas ao meio ambiente, sendo 19 voltadas especificamente ao entendimento dessas mudanças.

A chegada da rede de quinta geração ao continente é resultado de um acordo firmado no fim do ano passado entre a TIM, a Marinha do Brasil, o Ministério das Comunicações e a Anatel. Com a evolução da infraestrutura 4G instalada em 2022, a operadora passa a oferecer um serviço de alta performance, ainda mais resiliente, para a transmissão de dados científicos na região. Também reforça a comunicação dos pesquisadores brasileiros da Estação com suas equipes, famílias e amigos.

“Levar conectividade de última geração à Antártica amplia o alcance da ciência em um momento decisivo para o planeta. Temos orgulho de aproximar pesquisadores, acelerar a coleta e o compartilhamento de dados e colocar a nossa inovação a serviço de respostas mais rápidas aos desafios ambientais”, comenta Alberto Griselli, CEO da TIM.

Inovação que fortalece estudos sobre o clima

A Estação Antártica Comandante Ferraz conta com infraestrutura sustentável e reúne 17 laboratórios que apoiam a pesquisa brasileira no continente. Somente em 2025, recebeu mais de 180 pesquisadores vinculados a projetos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Com a chegada do 5G da TIM, os estudos – incluindo as pesquisas ambientais – ganham mais alcance, precisão nas medições e agilidade nas análises.


Entre os projetos beneficiados está o CARBMET II, coordenado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em parceria com outras instituições brasileiras. O estudo investiga o papel do Oceano Austral no ciclo global do carbono, monitorando fluxos de CO₂, a acidificação marinha e a transferência de compostos entre água, sedimentos e atmosfera, para entender como o ecossistema antártico responde ao aquecimento e contribui para a absorção de gases de efeito estufa. As medições, realizadas na Baía do Almirantado e em diferentes períodos do ano, integram o PROANTAR, o Programa Antártico Brasileiro.

“A chegada do 5G à Antártica une as telecomunicações à ciência para fortalecer a soberania e a presença brasileira no continente. Esta iniciativa reflete a estratégia do Governo do Brasil de tratar a conectividade como ferramenta de desenvolvimento, garantindo redes de alta performance para quem trabalha na linha de frente da pesquisa científica e servindo ao interesse público dentro e fora do nosso território continental”, diz o Ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

O Contra-Almirante Robledo, Secretário da Comissão Interministerial para Recursos do Mar, diz que a chegada do 5G, traz a possibilidade da transmissão em tempo real dos dados das pesquisas. “Existe ainda um trabalho de divulgação da Mentalidade Marítima, Cultura Oceânica e Antártica com a realização de “lives” para centenas de alunos das escolas do ensino fundamental e médio. Neste verão foram feitas 10 “lives” alcançando cerca de 500 crianças e jovens em todo país. Essa oportunidade de aprendizado só foi possível com o sinal de dados fornecido pela TIM Brasil”, completa.

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