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Febraban SEC: Combate aos golpes digitais e ao uso da IA do mal exige força-tarefa dos bancos

Desafio do setor financeiro está em alinhar inovação, competição, segurança, integridade e estabilidade, disse o presidente da Febraban, Isaac Sidney.

O setor financeiro inovou e bancarizou centenas de milhares de pessoas, mas, ao mesmo tempo, assistiu ao aumento dos riscos, principalmente, impulsionados por tecnologias como as novas ferramentas de inteligência artificial. Ao abrir nesta quarta-feira, 18/3, o terceiro Congresso de Prevenção e Repressão a Fraudes, Segurança Cibernética e Bancária, que, a partir deste ano, passou a chamar-se Febraban Sec, Isaac Sidney, presidente da Febraban, ressaltou a exposição a riscos.

“Quando olhamos para digitalização, não é mais uma agenda só de competitividade, eficiência e inovação, mas é uma agenda que está conectada à infraestrutura de toda a economia”, disse Sidney. Ao avançar, o serviço financeiro global opera em tempo real, é altamente interconectado e profundamente dependente da tecnologia e da inovação. O desafio, assim, reside em alinhar inovação, competição, segurança, integridade e estabilidade financeira, adicionou o presidente da Febraban.

Isso inclui preservar a confiança em ambientes digitais complexos. “Só tem uma forma de fazer: a indústria financeira precisa atuar em regime de cooperação para enfrentar golpes e ataques para preservar”, destacou na abertura.

A importância da integração e cooperação interagências e internacional também foi destaque na fala do diretor-geral da Polícia Federal do Brasil, Andrei Augusto Passos Rodrigues. “Nosso primeiro objetivo é enfrentar a criminalidade com eficiência e temos integração entre os 27 entes da nação”, apontou, citando ainda acordos de cooperação como o firmado com a Febraban, Abranet e Zetta.

A Plataforma Tentáculos, por meio do intercâmbio de informações com a Polícia Federal, une esforços no combate a fraudes e outros crimes financeiros no ambiente digital.


Andrei Augusto Passos ressaltou como fundamentais para as investigações a autonomia, estabilidade e independência das equipes (“somos polícia de Estado e não de governo”), trabalho fundamentado em provas e responsabilidade institucional diante das ações. “Hoje, trabalhamos com a realidade digital, com um mundo sem fronteira”, assinalou o diretor-geral da PF.

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