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Crise da Oi: trabalhadores denunciam tratamento indigno e cobram posicionamento oficial sobre pagamentos e rescisões

FENATTEL, FITRATELP E LIVRE encaminharam uma notificação urgente ao administrador judicial da Oi, Bruno Rezende, e à Justiça do Rio cobrando respeito aos milhares de trabalhadores do grupo Oi. Entidades falam em descaso, de barco à deriva e de inércia da gestão, que promete e não cumpre.

As federações representativas dos trabalhadores do setor de telecomunicações (FENATTEL, FITRATELP e LIVRE) enviaram uma notificação urgente ao Administrador Judicial da Oi, Dr. Bruno Rezende, exigindo um posicionamento oficial sobre o cronograma de desligamentos e a garantia das verbas rescisórias para centenas de profissionais. O documento também foi encaminhado à Juíza da 7ª Vara Empresarial do TJ-RJ, Dra. Simone Gastesi Chevrand, e à Desembargadora Dra. Mônica Maria Costa Di Piero.

Em comunicado à imprensa, as entidades sindicais denunciam um estado de “espera forçada” que já dura meses. Sustentam que “centenas de empregados permanecem à disposição da companhia sem a atribuição de atividades, o que mina a dignidade do trabalhador e gera um quadro de profundo constrangimento profissional.”

Os sindicatos reclamam da ausência de um cronograma oficial e afirmam que o adiamento sistemático de definições têm sido interpretados pelas federações como descaso com o planejamento de vida dos funcionários. “O sentimento relatado é de um “barco à deriva”, agravado pelas notícias de aceleração na queima de caixa e perda de clientes da Oi Soluções”, destacam.

O documento elenca os principais pontos da Denúncia:

Inércia da Gestão: Promessas feitas em reuniões anteriores (incluindo a de 17 de março) não resultaram em ações concretas. Existe um temor legítimo de que a empresa não honre as verbas rescisórias e as condições do programa de desligamento diante da deterioração financeira.


Saúde Mental: A incerteza está comprometendo a saúde mental e a segurança financeira de centenas de famílias.

Alerta Histórico: As federações citam o caso da Serede como um exemplo trágico que não pode se repetir, onde trabalhadores ficaram sem seus direitos essenciais após a falência.

Diante da falta de respostas resolutivas, as federações afirmam que não pouparão esforços para denunciar a gestão atual ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Organização Internacional do Trabalho (OIT). “Chega a ser indigno o que está acontecendo. Exigimos a confirmação formal da reserva de recursos para as indenizações e a data imediata para o início do programa de desligamentos”, afirmam os presidentes das entidades no documento.

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