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Depois da OpenAI, Google negocia uso do Gemini pelo Pentágono nos EUA

As discussões envolvem a liberação do uso da IA para “todos os fins legais”.

O Google está em negociações com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos para permitir o uso de seus modelos de inteligência artificial Gemini em ambientes classificados, segundo informações do site The Information, que cita fontes com conhecimento direto das tratativas. O possível acordo marca uma inflexão relevante na postura da empresa em relação a contratos militares e pode ampliar sua atuação como fornecedora de tecnologia para o Pentágono.

As discussões envolvem a liberação do uso da IA para “todos os fins legais”, mas com salvaguardas. O Google propôs cláusulas específicas para impedir o uso de seus sistemas em vigilância doméstica em massa e em armas autônomas — especialmente em aplicações de targeting — sem supervisão humana adequada. As condições refletem preocupações crescentes no setor sobre os limites éticos da aplicação de inteligência artificial em contextos militares.

Os termos em negociação são semelhantes aos já adotados pela OpenAI em acordo firmado com o Pentágono no início deste ano. O CEO da empresa, Sam Altman, teria defendido que o Departamento de Guerra estenda condições equivalentes a todas as companhias do setor, como forma de garantir isonomia competitiva e padronização de salvaguardas.

Ainda não está claro, contudo, se as restrições propostas pelo Google serão incorporadas integralmente ao contrato final. O tema é sensível dentro do governo americano e tem sido fonte de atritos recentes com empresas de IA.

Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu com a Anthropic. Em janeiro, a empresa teria se recusado a flexibilizar mecanismos de segurança de seus sistemas para atender às demandas do Pentágono. O impasse evoluiu para um conflito mais amplo em fevereiro, quando o Departamento de Guerra classificou a companhia como um risco para a cadeia de suprimentos, colocando em xeque seus contratos governamentais.


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