Banda larga fixa: Pequenos provedores regionais não passam dados e acendem sinal amarelo na Anatel
Mercado brasileiro fechou o 2º trimestre com 55,4 milhões de acessos, com os pequenos provedores regionais sofrendo uma baixa de quase 1 milhão de acessos. Entre as grandes, Claro lidera, seguida da Vivo. NIO, ex-Oi Fibra, segue tendência de baixa.

Os dados preliminares do 2º Trimestre indicam que o Mercado de Banda Larga Fixa fechou o período com 55,4 milhões de acessos, revela a Anatel. Mas a subnotificação de dados – especialmente pelos pequenos provedores regionais – preocupa. Para a elaboração do relatório de competição, 8.940 empresas reportaram seus dados de acesso à Anatel, número muito inferior àquelas que encaminharam os dados requeridos no primeiro trimestre quando houve cerca de 9.661 prestadoras (-721 reportes). O Brasil perdeu quase 1 milhão de acessos e, segundo a agência reguladora, essa baixa aconteceu nos prestadores regionais.
De acordo ainda com a Anatel, nas grandes prestadoras, a liderança no trimestre ficou com a Claro, 19,5%, seguida da Vivo, que subiu de 14,2% para 15,1%. A sucessora da Oi Fibra, a NIO manteve sua trajetória de perda contínua de espaço devido ao seu processo de reestruturação, reduzindo sua participação de 7,5% para 6,2% no ano. Entre as PPPs, a Brisanet e Giga Mais Fibra permanecem como os principais destaques, com a Brisanet oscilando para 2,8% e a Giga Mais Fibra ajustando-se para 2,4% no segundo trimestre.
O grupo que engloba a grande massa de pequenos provedores regionais – batizado de Outros – alcançou o pico de 55,0% no primeiro trimestre, mas os dados disponíveis registram queda para 54,0% no segundo trimestre. De acordo com a Anatel, a queda da fatia dos “Outros” provedores e o encolhimento geral das PPPs não deve ser vista, a princípio, como principal consequência de dois movimentos concomitantes em curso no mercado brasileiro: A consolidação (fusões e aquisições de provedores menores pelas grandes operadoras ou PPPs maiores que buscam escala) e limpeza/saneamento de bases de clientes inativos por parte das empresas. Segundo a agência, faltam dados mais precisos para fazer uma análise melhor.
Na parte dos acessos, a fibra óptica continua sendo a tecnologia dominante, expandindo-se de 42,37 milhões de acessos para 44,71 milhões no segundo trimestre. As tecnologias legadas, por sua vez, estão apresentando rápida retração: o Cabo Coaxial caiu de 8,37 milhões para 7,76 milhões; o Rádio recuou para 1,42 milhão e o Cabo Metálico encolheu para apenas 0,59 milhao. O Satélite, impulsionado por constelações de baixa órbita (como a Starlink), mostrou crescimento consistente, subindo de 0,63 milhão para 0,96 milhão de conexões.





